Um país de atrasados mentais

05/07/2013

Portugal é um país de atrasados mentais, só pode. Enquanto almoçava resolvi ver o noticiário na RTP Informação. Com grande destaque, passou uma reportagem do Director-Geral de Saúde, Francisco George.

A propósito da onda de calor, que todos os anos atinge Portugal por esta altura, a estranha figura que há uma década está na DGS, dava uma Conferência de Imprensa onde, em tom paternalista, aconselhava os portugueses a entre outras coisas…

– Manterem-se em locais frescos e com sombra;
– Usarem roupas opacas, largas e óculos de sol com protecção UV;
– Ingerirem muitos líquidos, nomeadamente água e sumos de fruta;

Mas não ficou por aqui. Aconselhou as pessoas a evitarem exposição solar entre as 10h e as 18h (sublinhou que não era até às 17h, mas até às 18h!) e exigiu que as entidades patronais tomassem medidas para as pessoas que trabalham no exterior, nomeadamente os operários da construção civil.

Mal vai um país em que é preciso um adiantado mental da DGS para vir dizer às pessoas o que fazer quando está muito calor. Para lhes vir dizer o que naturalmente está intrínseco à natureza humana e advém do bom senso e do senso comum.

O trabalho da DGS é louvável e muito necessário no que diz respeito à prevenção e promoção da saúde. Mas é completamente dispensável que o Director-Geral tenha esta fome mediática que o faz vir às TVs fazer de nós atrasadinhos mentais.

Claro que tudo isto encaixa bem num país em que o povo está habituado a que o Estado esteja em todo o lado, que acuda para tudo e que diga o que devemos fazer porque, coitadinhos, não temos cabeça para pensar. O país das ASAEs e afins.


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