Rui Rio e Santana Lopes, os maus da fita

22/12/2017

As “trapalhadas” de Santana em 2004 (que Rio apoiou e Marcelo arrasou). Este artigo do Observador pretende claramente fazer crer que Rui Rio não é diferente daqueles políticos que ele mesmo critica. Que é incoerente e, como tal, pouco confiável.

O artigo pretende fazer passar a mensagem de que Rui Rio se disfarça de homem sério, disciplinado e íntegro, mas que em 2004 terá apoiado o que a comunicação “dita” social resolveu denominar de “trapalhadas” de Santana Lopes.

A verdade é que basta ler o artigo para perceber que isso não é verdade.

Numa entrevista (…) Rui Rio dizia que Santana Lopes tinha “mais consistência do que a imagem que têm dele” e que era uma pessoa com “seriedade, lealdade e frontalidade”.

Ora será isto mentira? Santana Lopes é bem conhecido por ser firme nas suas ideias e convicções, portanto consistente. Sempre foi honesto, digno e sincero, portanto sério. Não se lhe conhece nenhuma traição a quem serviu, portanto leal. E ninguém pode negar a sua frontalidade.

Rio (…) afirmava mesmo: “Só posso dizer bem de Santana. O meu estilo não tem o exclusivo da competência e do sucesso“. Atribuía ainda (…) “sensibilidade social que muitos militantes do PCP e do Bloco de Esquerda não têm.”

Ora será isto mentira? Os últimos anos, em particular os passados como Provedor da SCML provaram que Santana Lopes tem, de facto, uma enorme sensibilidade social, e que, enquanto uns falam, ele faz. E faz reconhecidamente bem feito.

Rio culpava os jornalistas: “Este Governo e o primeiro-ministro merecem uma avaliação justa. E não merecem o que a maior parte da comunicação social está a fazer. Ainda o programa de Governo não estava aprovado e já as críticas eram mais que muitas”

Ora será isto mentira? Rio culpava e bem a comunicação “dita” social que na altura começou a criticar Santana Lopes, e a deitar abaixo o PSD, ainda o governo não tinha tomado posse. Curioso que agora, com o governo PS liderado por António Costa, ninguém rasga as vestes ainda “trapalhadas” e “escândalos” sejam o pão nosso de cada dia.

Ou seja, ao contrário do que a artigo tenta fazer passar, nem Santana Lopes foi tão mau como o pintaram, nem Rui Rio foi, alguma vez, incoerente. Ambos estavam a fazer o melhor por Portugal e pelo PSD. Ambos foram verdadeiros com os portugueses e consigo próprios.

À época, Santana Lopes era diabolizado pela comunicação “dita” social. Rui Rio era pura e simplesmente ignorado pela mesma comunicação “dita” social e pela cúpula de “Lesboa” – por ser o mais destacado defensor do Porto e do Norte.

Passada década e meia, os mesmos (a comunicação “dita” social e a cúpula de “Lesboa”) tentam ridicularizar um e ignorar o outro. Tudo para ver se o PSD não ganha força, deixando o PS despreocupado e mais à vontade no assalto ao poder e ao dinheiro dos contribuintes.


Eleições PSD: Não haverá unanimidade e aclamação

01/03/2012

Estão aí, já no próximo sábado, as eleições directas para eleger o líder do PSD. Gorada a possibilidade de o “laranjinha humana” Nuno Miguel Henriques ser também candidato, Passos Coelho irá a votos sozinho.

Tal como já tive oportunidade de dizer, espero uma participação grande e um resultado expressivo. PPC pode e deve sair destas eleições com mais legitimidade, mais força, mais determinação, mais soluções.

No entanto, perante a situação do país, e conhecendo a riqueza intelectual do PSD, espero que no congresso sejam debatidos vários assuntos, mesmo que toquem em temas sensíveis da Governação PSD/CDS.

Não duvido que este período eleitoral no PSD vai ser muito diferente daquele que em 2009 teve lugar no PS. Não haverá em congresso, unanimidade e aclamação ao “querido líder”. Haverá, isso sim, debate sério.

Os congressos do PSD nunca foram palco de campanha eleitoral. Sempre foram espaços de debate interno, nos quais se discutiram soluções para o país e onde todos os militantes puderam expressar a sua opinião.

De resto, e já no congresso, espero que haja mais do que uma lista candidata ao Conselho de Jurisdição, e ao Conselho Nacional. Diversidade e pluralismo de opinião são extremamente importantes nestes órgãos.

Para finalizar, dizer que não me agrada nem um bocadinho, e tenho até dificuldade em compreender, as escolhas de Passos Coelho para Mandatário Nacional (Fernando Ruas) e Directora de Campanha (Teresa Leal Coelho).


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