O Futebol à boa maneira portuguesa

16/07/2013

Os clubes em Portugal – principalmente os “grandes” – estão enterrados em dívidas até ao pescoço.

Para isso, muito contribuiuram a construção de luxuosos estádios de futebol e de centros de estágio.

Ainda assim, todos os anos, vão fazer estágios de pré-época para hóteis e locais de luxo no estrangeiro.

Porquê? Não faria sentido controlarem custos e aproveitarem as suas espectaculares e novas infra-estruturas?

A resposta é fácil. Tudo isto é puro novo riquismo. Daquele que esbanjou com tanta rapidez como enriqueceu.

E agora, mesmo endividados até ao tutano, não mudam o estilo de vida. Alguém há-de pagar, ou perdoar.

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Jorge Jesus, o novo rico do futebol

21/10/2010

Se o dissesse no final da época passada diriam que estava com azia e mau perder, mas o facto é que já o penso desde então: Jorge Jesus é fraco como treinador.

O tempo vai encarregar-se de confirmar o que digo, e demonstrar que a época 2009/2010 foi obra do acaso, e não do “messias”. Por “acaso” entenda-se uma conjuntura favorável: grupo atletas em forma, alguns jogadores de grande qualidade, adversários na mó de baixo, etc.

Atentem p. ex. às contratações feitas a mando de JJ. Não há nenhum que se safe. Lembrem-se que Coentrao, David Luiz, Di Maria e Ramires já estavam no clube quando o técnico chegou.

E perante as dificuldades, já alguma vez se superou? E assumiu responsabilidades? Não! Quando perde é sempre por culpa dos árbitros ou outros “agentes” externos.

Pior do que ser mau treinador é não saber ganhar, não reconhecer mérito ao adversário (quando lhe é devido), esquecer-se de onde veio, tornar-se arrogante e sobranceiro. Um autêntico novo rico do futebol.


Se no futebol é assim, imagino na política

07/10/2010

Estive a ouvir as escutas do “Apito Dourado” recentemente tornadas públicas. Não contêm nada de novo, nada que eu já não soubesse ou suspeitasse. Continua a perturbar-me a falta de estatura intelectual, de educação, de respeito e de valores dos intervenientes, alguns deles figuras proeminentes da nossa sociedade.

Mas o que me impressionou mais uma vez não foi o conteúdo das escutas, mas a reacção da população a elas. A “clubite aguda” – doença que prolifera em Portugal – tolda a vista de muitos portugueses e leva-os a pensar que isto só se passa com o FC Porto, e negar estes acontecimentos também dentro da “sua casa”.

Mais grave é pensar que, se no futebol (onde o dinheiro é privado) as coisas funcionam desta maneira, imaginemos então como é na política (onde o dinheiro é dos nossos impostos). Basta ter um pouco de bom senso para perceber que obviamente será muito pior, até porque os clubes (empresas e interesses) e os árbitros (decisores políticos) são em número muito superior.

E não nos esqueçamos que o nível dos políticos portugueses é o mesmo que o dos dirigentes desportivos. Aliás, há muito “boa gente” que desempenha ao mesmo tempo cargos políticos e desportivos. Outros há, que saltam da política para o desporto, e vice-versa.

Nota: Obviamente que há excepções (talvez se contem pelos dedos de uma mão), de gente séria, que tem passagens pela política e pelo futebol.


Paulo Bento forever?

20/09/2010

Já disse aqui que deixei de dispender muito tempo no futebol. Gosto de ver alguns jogos e no fim desligo. Não tenho paciência para falar de bola. Os penaltis por marcar, as expulsões poupadas, etc. Mas do que vou falar não é futebol, é simplesmente da gestão e da política da FPF.

Faz-me espécie que Gilberto Madaíl e a sua direcção tenham querido, no final do Mundial, demitir Queirós, feito a trapalhada vergonhosa a que todos assistimos, e agora virem à pressa contratar um seleccionador de qualidade muito duvidosa.

Segundo o próprio presidente da FPF este é o último mandato. Não seria portanto mais fácil ter-se demitido logo em Julho e dar tempo para se realizarem eleições? É que assim a nova direcção tinha tempo para escolher o seu seleccionador e não tinha de ver impingido Paulo Bento.

Além disso a escolha é manifestamente má. Sabe-se que nenhuma selecção está junta mais do que 15 dias para preparar jogos. Nenhuma equipa se forma nesse espaço de tempo. Ou seja, o seleccionador tem de ser, acima de tudo, um bom gestor de homens e um bom leitor do jogo (para reagir correcta e rapidamente no decorrer do mesmo).

A única altura em que a selecção está mais tempo junta é (de 2 em 2 anos) antes dos Europeus e Mundiais. Mas mesmo aí, em final de época, os jogadores estão desgastados e não se lhes pode exigir muito. Apenas gerir esforços e mentalidades.

Sabemos que Paulo Bento não tem nem uma, nem outra característica. Ainda por cima é um treinador sem credenciais, sem carisma e pouco respeitado no meio. Como irá ele conseguir construir uma equipa com este cenário e com as “estrelas” que temos?


Benfica: argumentos de cabo de esquadra

14/09/2010

Sou adepto do FC Porto e penso que não há dúvidas nenhumas de que é o melhor clube em Portugal. Não é o maior, é o melhor. Simplesmente porque desde o 25 de Abril 1974 (quando se acabou o “clube do regime”) vem vencendo muito mais do que qualquer outro. E vence em todas as frentes: Futebol, Hóquei, Andebol, Basquetebol, Atletismo, Bilhar, etc.

De qualquer forma não sou faccioso ao ponto de negar o SL Benfica como um grande clube português. É de facto o maior, não o melhor. Por todo o historial de vitórias e conquistas, e pelo nº de adeptos o Benfica é um grande clube e além disso uma grande instituição.

Tenho por isso pena que de há uns anos para cá, o Benfica seja liderado por um analfabeto que não sabe sequer falar. Um homem que não consegue articular duas palavras e construir uma frase com sentido. Quando fala tenta utilizar palavras difíceis e só saem patacoadas. É uma vergonha.

Qualquer pessoa com o mínimo de inteligência e bom senso, percebe que aquele homem não tem categoria nem capacidade para liderar e gerir tamanha instituição. Mas infelizmente no futebol o sectarismo e a clubite tolda a vista da maioria.

Como é possível que a maioria dos Benfiquistas – entre os quais alguns dirigentes que são destacadas figuras da vida pública e privada – não tenha vergonha do comunicado lançado ontem, que tenta desculpar as más exibições da equipa de futebol (como se só essa modalidade existisse no clube) com argumentos de cabo de esquadra.

A desonestidade intelectual dos dirigentes do Benfica chega ao cúmulo de se aproveitar do descrédito a que Laurentino Dias (por causa do Caso Queirós) foi votado nestes dias, para lançar também sobre ele algumas das culpas da incapacidade de Jorge Jesus e .


Selecção: Causas da derrocada

07/09/2010

Depois do empate veio a derrota. Merecida, diga-se. Ao contrário do jogo com o Chipre, Portugal não teve oportunidades de golo flagrante e tremeu sempre que a Noruega se aproximava da baliza de Eduardo. Este evidentemente afectado pelos 4 golos sofridos no Sábado. A Noruega deixou claramente Portugal dominar na posse de bola, para jogar em contra-ataque (depois de ver o Chipre não era dificil decidir estratégia).

As causas da selecção portuguesa sofrer tantos golos em tão poucos jogos? A ausência de um médio defensivo de raíz, vulgo trinco, para dobrar nos contra-ataques e destruir em ataque continuado (que falta faz Pepe…); A inexperiência/má forma dos defesas laterais (Sílvio ainda não tem estofo e entrosamento, Miguel é vergonhoso); A falta de solidariedade dos extremos no processo defensivo (Quaresma e Nani não defendem, ponto!).

As causas para toda esta instabilidade à volta da selecção portuguesa? A falta de liderança de Gilberto Madaíl (não se percebe o porquê de continuar agarrado ao cargo); A existência de um cancro no balneário (Amândio de Carvalho devia ter sido varrido em 86 mas continua por lá); A falta de capacidade, competência e respeito de Laurentino Dias, Secretário de Estado do Futebol (Sim, porque as outras modalidades são desprezadas. Só futebol interessa. Quiçá pensa seguir percurso de Hermínio Loureiro).


Lição de gestão aos 3 grandes

24/08/2010

Domingos Paciência, os seus jogadores e SC Braga deram uma lição. E não, não falo da lição de futebol que aplicaram ao Sevilla. Falo, isso sim, da lição que deram aos chamados “3 grandes” do futebol português.

Não é preciso orçamentos desmedidos, contratações milionárias, ou máquinas de marketing (leia-se jornais desportivos) para se ter sucesso desportivamente. Para se alcançar o êxito basta gerir bem, trabalhar com afinco, humildade e competência.

Enquanto Porto, Benfica e Sporting gastam milhões “lá fora”, o SC Braga olhou para dentro e contratou os melhores jogadores de equipas portuguesas: Sílvio ao Rio Ave, Leandro Salino ao Nacional, Lima ao Belenenses e Helder Barbosa ao Vit.Setúbal.

Em posições onde em Portugal escasseiam atletas de qualidade, contratou bom e grátis no estrangeiro: Elderson (Livre) ao Rennes, e o GR Felipe (Emprestado) ao Corinthians. Além disso segurou os seus diamantes: Alan, Matheus, Rodriguez ou Moisés.

Os resultados estão à vista… para quem quiser comparar com os do Benfica ou Sporting por exemplo.


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