João Sousa faz história no Ténis

29/09/2013

João Sousa fez história no Ténis Nacional ao vencer um torneio do ATP World Tour – no caso o ATP 250 de Kuala Lumpur na Malásia. É o primeiro português a conseguir uma vitória a este nível. Frederico Gil esteve perto no ATP 250 do Estoril em 2010.

Para os menos atentos, no ténis existem vários níveis de torneios profissionais. Os torneios Future são os mais baixos, seguindo-se os Challenger, os ATP 250, os ATP 500 e os ATP 1000. Depois, apenas os conhecidos torneios do Grand Slam.

No espaço de duas semanas, João Sousa conseguiu chegar às meias-finais do ATP 250 de São Petersburgo e vencer o ATP 250 de Kuala Lumpur. Desta forma arrecada 250 pontos na Malásia e 90 pontos na Rússia. Isto, depois de vencer os Challenger de Furth e Guimarães.

Quando sair o novo ranking do ATP Tour, João Sousa vai portanto deixar o lugar 77 e ficar á porta do Top-50, ocupando com toda a certeza a melhor posição de sempre para Portugal (pertencente a Rui Machado, 59°).

Esta vitória coroa uma época brilhante do tenista de Guimarães que teve momentos muito altos. Momentos esses que tiveram vitórias importantes mas também derrotas, como aquela frente ao número 1 do Mundo, Novak Djokovic, na 3ª ronda do US Open.

João Sousa tem talento. Isso ficou provado na final de Kuala Lumpur, quando João salva um match-point (a 5-4 no 2° set) com um passing shot, uma magnífica direita ao longo. Mas para ser um habitual Top-50 tem de trabalhar mais, principalmente a nível psicológico.


Dia histórico em Flushing Meadows com João Sousa

02/09/2013

No dia anterior ao encontro disse que não poderia haver ilusões de vitória. João Sousa iria perder com Novak Djokovic. A única coisa que esperava era que o vimaranense ainda tivesse forças – depois de duas vitórias a 5 sets – para não ser atropelado pelo sérvio.

O João entrou muito bem no jogo, agressivo e determinado, movimentando-se muito bem no court, batendo pancadas muito fortes e com uma percentagem de primeiros serviços muito alta. Isso permitiu-lhe vencer alguns pontos espectaculares, ganhando o respeito de Djokovic e do público.

A boa performance do João era insuficiente para incomodar o número 1 do mundo, que joga num nível muito superior – algo que pude testemunhar ao vivo em Wimbledon. A intensidade e ritmo de jogo de Djoker está muito acima de qualquer jogador abaixo do top-5.

A facilidade com que o sérvio conquistava os seus jogos de serviço (muitos em 4/5 pontos) contrastava com a dificuldade do João em fechar os seus. O mesmo se pode dizer da execução das pancadas. A naturalidade das de Djoker era tanta quanto o esforço aplicado pelo João nas suas.

Na verdade João Sousa esteve muito bem, jogando o seu melhor ténis. Com poucos erros não forçados e muitos pontos bonitos. Uns ganhos outros perdidos, mas todos espectaculares. Não foi suficiente. O João foi atropelado por Djokovic, conquistando apenas 4 jogos em todo o encontro.

Mas não deixou de ser histórico: um português, de Guimarães, na 3a ronda do US Open, a defrontar o número 1 do Mundo. Coroando uma época de sonho em que esteve presente – e venceu muitos jogos – no quadro principal dos quatro Grand Slam.

No final, o resultado foi: Novak Djokovic 3-0 João Sousa (6-0, 6-2, 6-2). Uma vitória conquistada por Djokovic com todo o mérito. João Sousa não teve demérito absolutamente nenhum. Muito pelo contrário, dignificou o seu nome, o ténis português, e a vitória de Djoker.


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