José Sócrates versão 1.0 (última parte)

03/05/2011

Este é o último posta da saga “José Sócrates versão 1.0” que tem por objectivo demonstrar as cambalhotas, as mentiras, a demagogia, o descrédito e a incompetência de José Sócrates. Recordo que estas foram frases que proferiu, em 4 Fev 2005, num debate com Santana Lopes.

O país está pior […] E há 3 factos absolutamente indesmentíveis. Em 1º a economia portuguesa teve o pior crescimento desde 1944 […] 2º facto: a economia portuguesa foi aquela que registou a maior subida do desemprego na Europa […] 3º facto: as contas públicas em Portugal estão hoje piores do que estavam há 3 anos. Está pior o défice e está pior a dívida pública, que aumentou

Eu estou aqui para recuperar a confiança em Portugal. Eu estou aqui e tenho tido palavras de rigor, palavras de exigência e palavras de trabalho […] Eu estou aqui porque acredito em Portugal e porque acredito nos portugueses

Pois… mas ao invés, descredibilizaste Portugal, pioraste o défice e a dívida pública, mentiste e enganaste… e portanto os portugueses já não acreditam em ti.

Anúncios

José Sócrates versão 1.0 (parte VI)

02/05/2011

Esta será o penúltimo post com transcrições do que disse José Sócrates a 4 Fev 2005, no frente-a-frente com Santana Lopes, a duas semanas das Legislativas 2005:

Com maioria absoluta […] os portugueses sabem que o PS não quer esse poder para o utilizar apenas para ter mais poder, para desprezar as oposições ou para desprezar o parlamento […] quer a maioria no parlamento para que aquilo que é o interesse geral se possa sobrepor aos interesses particulares

Se o PS ganhar as eleições, o Governo que sair destas eleições será um bom Governo […] feito com pessoas credíveis e pessoas capazes […] Um bom Governo que tenha sentido de Estado, formado por pessoas credíveis, que não passe a vida a queixar-se do passado, a invocar pesadas heranças, e dizer mal de quem o antecedeu


José Sócrates versão 1.0 (parte V)

01/05/2011

Se houve temas prioritários nos anos de governação Sócrates/PS foram os temas fracturantes. Porquê? Talvez para desviar as atenções do essencial, para o acessório. Vejamos o que pensava Sócrates em 4 Fev 2005 no debate com Santana Lopes:

O Dr. Santana Lopes quis introduzir na campanha estes temas a que ele chama os temas da civilização. Clonagem, casamento homossexual, eutanásia […] não são estes os temas da agenda política […] É por isso que o programa do PS não prevê nada no domínio do casamento homossexual, nem da adopção de crianças

[…] tudo isso é apenas para não querer discutir aquilo que se deve discutir. E aquilo que se deve discutir são os resultados desta governação […] Transformar esses pontos naquilo que é o centro de debate político, verdadeiramente parece-me ser um engano […] os portugueses não estão à espera que essas sejam as questões fundamentais


José Sócrates versão 1.0 (parte IV)

30/04/2011

O debate foi em 4 Fev 2005 e colocou de um lado Santana Lopes do PSD e José Sócrates do PS. As eleições seriam dali a 15 dias e as sondagens davam maioria ao socialista que falava desta forma:

150 mil empregos. Isso é possível e está ao nosso alcance […] Vocês não acham que é o momento de o país olhar para o desemprego em vez de se pôr, confortavelmente, à espera que isso passe? Esperar que passe não é solução. Como é que se cria emprego? Bem sei que é nas empresas. Não é o estado que resolve isso, mas pode ajudar

A qualificação dos portugueses é a chave para que os portugueses possam ter mais oportunidades e para que possam obter um emprego na economia cada vez mais exigente e globalizada.”

Desta vez não resisto a fazer dois comentários: 1) Em 2005 a taxa de desemprego estava nos 6,5%, hoje está nos 11%. 2) É com as Novas Oportunidades que Sócrates queria prepara os portugueses para a “economia cada vez mais exigente“?


José Sócrates versão 1.0 (parte III)

29/04/2011

E continua o discurso de Sócrates no debate que travou com Santana Lopes, a 4 Fev 2005, faltavam duas semanas para as Legislativas 2005:

Com o PS a pobreza vai voltar à agenda política. O combate à pobreza vai ser uma prioridade […] Não peçam a um socialista para virar a cara para o lado quando existe pobreza em Portugal

Tivemos congelamento de salários na Administração Pública nos últimos 3 anos. Isso não pode continuar. É socialmente insustentável e, aliás, injusto […] Eu aumento os salários públicos, com moderação

O que caracterizou estes 3 anos foi um divórcio total entre o Governo e a Administração Pública. Houve uma guerra ideológica a tudo o que era público, tentando denegrir os serviços públicos e denegrir a Administração Pública


José Sócrates versão 1.0 (parte II)

28/04/2011

Transcrevo mais um excertos do que disse Sócrates a 4 Fev 2005, 15 dias antes das Legislativas 2005, no frente-a-frente com Santana Lopes:

O país tem de vencer esta onda de pessimismo e descrença em que caiu, e eu julgo que só poderá haver uma mudança para a confiança, que ajude a economia, que ajude o investimento, que ajude a criar mais oportunidades, se houver um novo Governo. Um Governo que estimule a confiança do país, um Governo sério, credível, capaz.”

Há aqui também um julgamento a fazer, um julgamento sobre estes últimos 3 anos. Esse comportamento de quem prometeu nas eleições baixar impostos e, quando chegou ao Governo, não os desceu, mas, ao contrário, subiu-os, tem de ser penalizado, porque é negativo para a democracia, é negativo para a confiança […] foi nesse momento que tudo começou a ruir. Foi no momento da falha dessa promessa eleitoral


José Sócrates versão 1.0 (parte I)

27/04/2011

Depois de 2,5 anos de Governação PSD-CDS, Jorge Sampaio derrubava o Governo. Aproveitava umas “novelas” em torno de alguns ministros de Santana Lopes para abrir caminho a um “renovado” PS depois da fuga de Guterres. Em 4 Fev 2005, cerca de 15 dias antes das eleições, José Sócrates e Santana Lopes tinham um frente-a-frente, e Sócrates foi peremptório:

Esta campanha tem de ser centrada nos problemas dos portugueses e de Portugal […] E deve responder a duas questões fundamentais. Uma, um juízo sobre os últimos 3 anos. Como é que chegamos a este ponto? Quais foram as políticas que motivaram a situação do país? […] No meu ponto de vista. a escolha nestas eleições, a opção que está de cima da mesa, é esta: escolher entre a continuidade e a mudança”

Eu acho que o país tem de mudar fundamentalmente porque as políticas que foram dirigidas pelo Governo, nos últimos 3 anos, conduziram a maus resultados. Maus resultados na economia, no emprego, na condição de vida dos portugueses


%d bloggers like this: