#Autarquicas2013 Os cúmplices de Alírio

01/10/2013

Alírio Canceles levou o PSD Santo Tirso à sua maior derrota de sempre. Algo que não pode surpreender dada a sua incapacidade e incompetência políticas, o seu amadorismo, e a sua insuficiência de carácter. Tudo, aliado a um projecto de Poder pelo Poder (sem um programa estruturado, credível ou realista) focado na conquista dos lugares e não nos Tirsenses e no concelho.

Um plano traçado há 4 anos (logo após a segunda derrota de João Abreu e consequente abandono do lugar de vereação, que deixou Alírio como “líder da oposição”) que eu aqui vezes sem conta denunciei, não só por prever este desfecho, mas também porque ele previa o assalto ao partido, atropelando regulamentos, estatutos e militantes, bem como os mais elementares valores de ética e moral.

Este plano, de 4 anos e com tantas etapas, não foi naturalmente obra de um homem só. Ninguém sozinho conseguia fazer o que Alírio fez. Há mais responsáveis, que compactuaram e colaboraram neste vergonhoso plano que teve ontem um brilhante desfecho. E esses responsáveis têm nomes. Andreia Neto, Manuel Mirra, Carlos Pacheco e Rui Baptista são os principais.

Foram eles os cúmplices da ignomínia por que passou o PSD Santo Tirso nestes últimos 4 anos. Os estrategas, os principais peões do jogo partidário, os líderes do cacique local, os cultivadores da facção, os instigadores do ostracismo. Foram eles que, com Alírio, planearam e levaram a cabo o plano de conquista do Poder pelo Poder, desprezando os valores do partido e da política.

O mais curioso é que serão eles que virão agora tentar apanhar os cacos do partido, apresentando-se como opção de futuro, como se nada tivessem a ver com o que se passou. Serão eles que, sem qualquer pudor, se irão apresentar em breve aos militantes como alternativa. Para continuar o jogo partidário e a luta pessoal pela conquista de lugares na administração local, distrital ou nacional.

Mas há mais quem não seja alheio a tudo isto. Muitos outros não foram tão activos, ou não trabalharam directamente e de perto com Alírio Canceles, mas também foram coniventes: Falo de  João Abreu, Gonçalves Afonso, Paulo Sousa, Paulo Ferreira e Alcindo dos Reis, entre outros. Gente que tinha a obrigação de se ter oposto a este plano mas que preferiu aparecer a apoiar e aplaudir.

Todos eles irão criticar-me, porque julgam que fizeram uma grande coisa. Todos dirão que foram leais ao partido, estando ao lado e lutando pelo PSD. Esquecem-se que os valores do PSD de Sá Carneiro estão a anos luz do que se passa no PSD Santo Tirso, e esquecem-se também que acima do partido está Santo Tirso. A política não é o futebol, e nem sempre o candidato do nosso partido é o melhor para a nossa terra e para a população.

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À atenção do “Advogado do Diabo”

08/02/2013

Na passada 4ª feira, 6 Fevereiro, o PSD Santo Tirso assistiu a mais um lamentável e vergonhoso episódio da sua história recente. Mais uma farsa, mais uma fantochada, num plenário de militantes irregular e ilegal.

Não posso por isso, deixar de aqui defender a minha honra. Há uma semana atrás critiquei aqui a estranha “Convocatória” que recebi por email para este plenário, assinada pelo actual Presidente da Comissão Política.

De imediato fui interpelado pelo vice-Presidente da Comissão Política, Manuel Mirra, que por estes dias se tem dedicado a fazer o papel de “advogado do Diabo”. Dirigiu-se a mim por duas vezes:

duas coisas que quer gostes, quer não gostes, são verdades absolutas e que inquinam todo o teu comentário: 1° como bem sabes mas escondes, um plenário é convocado com 30 dias de antecedência, 2°, o email a que te referes não é uma convocatória mas sim uma divulgação, que, por ser apenas isso, pode ser assinada pelo Presidente da CPC. Mas claro, estas duas verdades não te interessam porque não podias fazer este comentário“.

Eu falei-vos de factos que são, sim, verdades absolutas: o email que recebeste não é uma convocatória mas um anúncio, uma divulgação, e os plenários são convocados com 30 dias de antecedência. Ou não são factos indesmentíveis? São formalismos, é verdade. Mas são factos. E eu apenas quis lembrar que, sendo factos, não podem nem devem ser adulterados“.

Pois caro Manel. Vai-se a ver e não existiu qualquer convocatória do plenário. Nem com 30 dias, nem com 8 dias de antecedência. Muito menos assinada, como devia, pelo Presidente do Plenário João Abreu (que nem sequer esteve presente).

Pergunto-te agora então, caro Manel: Onde é que estão as verdades absolutas? Onde é que estão os factos indesmentíveis? Onde é que estão os formalismos cumpridos? Afinal quem é que adulterou o quê? Quem é que escondeu o quê?

E depois de ter sido submetida à mesa do plenário uma moção para suspender os trabalhos, porque eram irregulares, tu (juntamente com a Comissão Política) votaste contra. Mas que belo jurista me saíste! Estou admiradíssimo!

A única coisa que aqui está inquinada é o teu comportamento, depois de te teres vergado ao lado negro da política. E mais, estando consciente de que eu tinha razão, tiveste o despudor de aqui vir tentar descredibilizar-me.

Repito aqui o que te disse em privado: Esta tua atitude não só me insulta como demonstra uma gigantesca desonestidade intelectual. É um truque baixo usado por politiqueiros da nossa praça com os quais pareces aprender bem.

De resto, percebo o objectivo da CPC. Sabendo que os militantes poderiam aparecer para pedir esclarecimento da (auto)nomeação do Alírio, convocaram um plenário à sucapa, e num dia de semana, para ver se ninguém aparecia.


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