Um povo que não se governa nem se deixa governar

05/07/2013

Esta semana ficou provado novamente que em Portugal a política continua dominada pelo mero interesse pessoal e partidário. O interesse público, o interesse colectivo, o interesse nacional são de somenos importância. Basicamente: O país que se lixe, importante é eu/o meu partido estarmos por cima.

Não vale a pena tentar assacar responsabilidades a A ou a B. São todos, sem excepção, uma cambada de irresponsáveis! Partidos do Governo e partidos da Oposição. No entanto, no meio desta maralha, há quem seja estreante e há quem seja reincidente. Falo naturalmente de Paulo Portas, líder do CDS-PP.

Vou tocar neste ponto apenas porque tenho o CDS como partido essencial à democracia portuguesa (a história prova-o) e para dizer que o facto de o partido não ter conhecimento da decisão de Paulo Portas demonstra que ela foi pessoal (naturalmente com prioridade sobre o interesse nacional).

À excepção de um (que confirma a regra) todos os militantes do CDS que conheço ficaram calados durante 24 horas. Foram também apanhados de surpresa e custava-lhes assumir que o CDS é um partido de um homem só. Que o usa a seu bel-prazer, num desrespeito total pelos demais militantes e dirigentes.

A oposição também ficou estupefacta e, depois de Passos Coelho ter dito que não se demitia, sem saber o que fazer. Bradam agora ao PR. Ora, se PS, PCP e BE se juntarem ao CDS, conseguem demitir o Governo. Só têm de apresentar uma Moção de Censura na AR, e aprová-la. Não precisam de Cavaco Silva.

O problema é que, constitucionalmente, apenas o BE a pode apresentar, já que PCP e PS desbarataram a sua oportunidade de apresentar uma Moção de Censura em alturas em que tentavam “sobreviver” a circunstâncias conjunturais – no caso do PS, foi quando José Sócrates voltou de Paris para a RTP. Mais uma vez, o interesse pessoal/partidário.

Entretanto, do lado do PSD berra-se por Rui Rio. Quem até hoje preferiu os Relvas, os Isaltinos, os Ruas, e outros que tais, ao ver-se em risco de perder o controlo do Poder, vira-se agora, em desespero, para a única alternativa aparentemente viável. É tarde meus caros! É já muito tarde para isso.

Aliás, perante os acontecimentos dos últimos anos, está bom de ver que os portugueses não querem alguém como Rui Rio a liderar os destinos do país. Ele quereria – a bem ou a mal – reformar definitivamente o Estado, mudar o rumo do país e o paradigma da política em Portugal. E não é isso que se pretende.

O que se pretende é que tudo continue na mesma. Que o país continue a viver às custas do dinheiro dos parceiros da UE/Bancos, e que os “direitos adquiridos” – ainda que sem sentido ou insustentáveis – continuem a beneficiar os mesmos de sempre. Foi para isso se elegerem Guterres, Durões, Sócrates e outros que tais.

Entretanto continua a ladainha de que a culpa é dos políticos. As pessoas não conseguem (ou não querem) discernir que os políticos são o espelho do país, dos portugueses. Foram os portugueses que os escolheram e que os elegeram – ou deixaram outros eleger por eles. Não foi a Sra. Merkel nem o Sr. Barroso que os impuseram.

Os últimos anos também serviram bem para perceber que as reformas não se fazem por culpa da falta de coragem ou determinação dos políticos. Elas não se fazem porque o povo não quer (ou não deixa). Liderado por uma súcia de terroristas sociais, sai à rua assim que alguma medida de reforma é anunciada.

Nota: Este foi o meu último post no Nova Esperança. Felizmente a vida profissional e pessoal anda muito ocupada. Infelizmente o tempo para fazer tudo aquilo que desejava escasseia. Um agradecimento enorme ao Diogo Agostinho por me ter convidado para fazer parte daquele blogue, e agora me ter libertado.


O porquê das coisas, no Brasil

22/06/2013

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Hoje é Sábado, o primeiro do Verão, e é portanto dia de ir até ao “Nova Esperança”. No meu post de hoje falo do Brasil. Podem ler clicando aqui.


Desconsolo de Estado

25/05/2013

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Hoje é Sábado, o que significa que estou no “Nova Esperança”. O meu post de hoje entitula-se “Desconsolo de Estado” e fala sobre o Conselho de Estado. Para que serve e porque deveria ser extinto.


Vitórias Morais

18/05/2013

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Sábado, já sabem, é dia de “Nova Esperança”. O meu post de hoje entitula-se “Vitórias Morais” e fala sobre os acontecimentos futebolísticos da última semana, com as duas derrotas do clube do regime, em jogos decisivos.


Portugal e as suas relações com ditaduras

11/05/2013

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Hoje é?… Sábado. Onde é que estou ao Sábado?… Isso, no ”Nova Esperança“! O meu último post já está publicado e tem o título: “Portugal e as suas relações com ditaduras“.

Falo sobre o artigo de Moisés Naím que referenciei na semana passada, e também na política que os Governos de Portugal têm seguido, e na minha opinião não deveriam.


Sábado, já sabem, é o meu dia no “Nova Esperança”

04/05/2013

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Hoje é Sábado, e aos Sábados já sabem… é o meu dia no “Nova Esperança“! O meu último post já está publicado e tem o título: “O Portugal Saloio“.

Falo sobre o que tenho visto por Santo Tirso – e que é transponível aos outros 307 concelhos do país – desde que teve início a pré-pré-Campanha para as Autárquicas 2013.


Sábado é dia de “Nova Esperança”

27/04/2013

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Como sabem, agora aos Sabados tenho lugar cativo no “Nova Esperança” e portanto podem ir lá ler o meu último post. Desta vez o título é “De Guimarães, para o Mundo


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