À atenção de Ana Maria Ferreira e Patrícia Machado

03/01/2013

Li hoje a última edição do Jornal de Santo Thyrso publicada no dia anterior às eleições primárias do PS Santo Tirso. Uma das notícias dava conta da apresentação de candidatura de Ana Maria Ferreira. Várias coisas mereceram a minha reflexão.

1) Numa tentativa de atingir Joaquim Couto, Ana Maria dizia: “Não fui imposta pela Federação Distrital, mas pela vontade dos militantes“. Ao que parece, cara Ana Maria, a vontade dos militantes era outra e eles preferiram mesmo Joaquim Couto.

2) Ao querer mostrar força, Ana Maria dizia: “Subscreveram a minha candidatura 400 militantes“. Cara Ana Maria, confesso que ao ler isto até soltei uma gargalhada. É que vossa excelência nem sequer chegou aos 400 votos, só obteve 357 votos!

3) Outra afirmação de Ana Maria foi: “Não fui eu que dividi os socialistas“. Só demonstra que aprendeu bem com Castro Fernandes (e até com o líder do PSD Santo Tirso). Não é dividir, cara Ana Maria, é Pluralismo! É Multiplicidade! É Democracia!

4) Algo de que não me apercebi antes foi o apoio da Presidente da JS, Patrícia Machado, que a meu ver deveria ter-se mantido isenta. Cara Patrícia, na sua posição, e com o resultado das eleições, eu punha o lugar à disposição de imediato.

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Estatutos PSD: “One small step for man, one giant leap for mankind”

27/02/2012

No próximo Congresso dos dias 23, 24 e 25 Março o PSD poderá mais uma vez ser pioneiro entre todos os partidos portugueses. Serão apresentadas aos congressitas propostas que abrirão mais o partido, dando-lhe força e legitimidade.

Há uma proposta que me é muito cara, e sobre a qual me apetece repetir a frase de Neil Armstrong (quando pisou a Lua): “One small step for man, one giant leap for mankind“. Substituindo “Man” por “Partido” e “Mankind” por “Política“.

Já muitos políticos falaram da hipótese de introduzir “Primárias”, mas até hoje ninguém quis realmente avançar com isso, era só show-off. Porque na realidade todos sabiam que retiraria força à máquina partidária e ao tradicional cacique.

Pedro Passos Coelho está decidido a avançar com esta (quanto a mim, boa) prática já muito utilizada nos Estados Unidos da América. Quer aplicá-lo à escolha dos autarcas. E o PSD fá-lo-á se os congressitas souberem acompanhar o seu líder.

Acompanhar, não no sentido de o seguir cegamente, mas ter a capacidade de, tal como ele, ver mais à frente (a médio/longo prazo) e ter a capacidade de discernir as vantagens que uma decisão desta natureza pode ter na política.

A introdução de “Primárias” na escolha de candidatos autarquicos será um rude golpe naqueles que chegavam (e ainda chegam) ao poder através do cacique, do nepotismo, da troca de favores, e não por capacidade e mérito próprios.

Com “Primárias” o processo de escolha dos candidatos autárquicos ganha transparência, e fica verdadeiramente nas mãos de todos os militantes locais, em vez de depender apenas da vontade da meia-dúzia que controla a máquina local.

Para além do mais, todos os hipotéticos candidatos (por vezes mesmo aqueles que são os mais desejados) podem candidatar-se e ter a possiblidade de serem escolhidos, mesmo sem entrar nos “jogos de poder” locais.

Este processo teria também o condão de despertar milhares de militantes “adormecidos”, incendiando (no bom sentido) e reactivando a militância e a participação. E o que é democracia senão a nossa participação cívica e política?


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