Santo Tirso, Autárquicas 2013: uma primeira impressão

10/05/2013

Já lá vão 2 meses desde que o PSD Santo Tirso apresentou o seu candidato à CM Santo Tirso nas Autárquicas 2013 sem que os militantes fossem consultados. O candidato imposto pela Comissão Política liderada por Alírio Canceles foi, sem surpresa, Alírio Canceles.

Pouco tempo antes o PS Santo Tirso tinha já escolhido o seu candidato à CM Santo Tirso nas Autárquicas 2013 em eleições internas quentes e polémicas onde todos os militantes foram chamados a votar, e que legitimaram claramente Joaquim Couto.

Desde então que a campanha está na rua. Na rua, nos jornais e na internet. Ambas as candidaturas se têm desdobrado em acções pelo concelho e também em partilhas nas redes sociais, principalmente no Facebook. É precisamente aqui que tenho acompanhado.

O que tenho visto não augura nada de bom. O concelho está para o país como o país está para a Europa. Santo Tirso está numa situação claramente deficitária, o desemprego é assustador, o tecido empresarial está moribundo. E nenhum candidato inspira confiança.

O candidato do PSD é paupérrimo e a sua campanha uma vergonha. Na sua página do Facebook, principal meio de comunicação da candidatura, apenas se vêem ataques ao actual executivo da CMST e a Castro Fernandes; ataques a Joaquim Couto; ataques ao Jornal de Santo Thyrso.

Vêem-se também fotografias de visitas a algumas instituições, claramente “para a fotografia” ou de visitas repetidas e inconsequentes às freguesias – algumas delas com mais de 1 ano onde o candidato se faz acompanhar por pessoas que até estão contra a sua candidatura.

De resto, umas fotografias em jantares de instituições, jogos de futebol, de futsal, de andebol, ou na cerimónia do 25 de Abril, claramente ” só para aparecer” – como prova a publicação de fotografias na recepção ao presidente do SL Benfica, como se isso fosse relevantíssimo.

Quanto a ideias claras, a propostas concretas, a soluções possiveis… nada! Quanto a uma estratégia delineada, a um programa projectado, a um rumo definido… nada! Quanto a uma equipa ou possíveis nomes para a integrar… nada! Apenas um one man show com os mesmos carneiros de sempre à volta.

O candidato do PS por seu lado, mostra uma atitude claramente mais positiva e também toda a sua experiência política. A sua página do Facebook, principal meio de comunicação da candidatura, apresenta uma mensagem afirmativa bem como várias mensagens de apoio de muitos ilustres Tirsenses.

Vê-se que as fotografias publicadas nos mais variados eventos e visitas não são propositadas, e têm um carácter normal, informal e descontraído, mostrando o à-vontade do candidato. Quem nelas aparece é gente de dentro e de fora do partido que aparenta um apoio sincero.

A realização de conferências para discussão de ideias e a participação em fóruns que visam compromissos com outros concelhos ou regiões revelam alguma abertura e a procura de soluções. Mas até agora pouco mais do que isso. Nada de concreto. E aquela ideia inicial do “As minhas propostas para Sto Tirso” foi ridícula.

As entrevistas a jornais de tiragem nacional e a canais de televisão, o profissionalismo colocado na sede de candidatura e na sua inauguração, bem como na reportagem sobre a mesma, mostram também a dimensão, a determinação e o compromisso do candidato.

De resto, quanto à definição de uma equipa ou de possíveis nomes para a integrar, também nada ainda definido. Apenas a certeza de que José Pedro Machado (vereador do actual executivo e apoiante de primeira hora de Joaquim Couto) estará com toda a certeza na linha da frente.


Interrogações e suspeitas nas primárias do PS Sto Tirso

04/01/2013

Foi rápida a resposta do Comissão Federativa de Jurisdição (CFJ) do PS Porto, ao pedido de impugnação das eleições primárias no PS Santo Tirso, que deram a vitória de Joaquim Couto sobre Ana Maria Ferreira, por apenas 1 voto.

Por decisão unânime a impugnação foi “liminarmente rejeitada“, ou seja, rejeitada totalmente. E foi-o por padecer de “extemporaneidade e ilegitimidade“, ou seja, por ter sido feita fora de tempo e por quem não podia fazê-la.

Muita coisa se pode ler no documento publicado pela lista de Joaquim Couto na sua página do Facebook, mas por entre tantas palavras e expressões de carácter jurídico e político, pode escapar o que realmente se passou.

No dia das eleições os membros das Mesas de Voto (re)contaram votos e conferiram cadernos eleitorais. No final lavraram-se Actas com todos os dados e números. Essa acta foi assinada por responsáveis das listas e das eleições.

Na acta não constava qualquer reclamação ou protesto. Ainda assim, havia um prazo legal de 48 horas para as apresentar. Prazo esse que terminou na 2ª feira, 31 Dezembro. O pedido de impugnação foi feito na 4ª feira, 2 Janeiro.

Esse pedido foi feito por Orlando Moinhos e César Pereira (ambos membros de Mesas de Voto), tinha por base uma incongruência entre votos e cadernos eleitorais, e vinha suportado no acesso a originais das Actas e Cadernos Eleitorais.

Interrogação/Suspeita N° 1: Se um pedido de impugnação só poderia ser feito pelo Presidente da Mesa (António Guedes) ou pelo Presidente da CPC (Castro Fernandes), porque apareceram os nomes de Orlando Moinhos e César Pereira?

Interrogação/Suspeita N° 2: Se Orlando Moinhos e César Pereira eram membros das Mesas de Voto e participaram na contagem de dia 29 Dezembro, porque não apresentaram nesse dia o pedido de impugnação e assinaram as Actas “limpas”?

Interrogação/Suspeita N° 3: Se os originais das Actas e Cadernos Eleitorais têm de ser enviados para a Federação Distrital logo a seguir às eleições, o que faziam eles nas mãos de Orlando Moinhos e César Pereira no dia 3 Janeiro?

Especulando, a Comissão Política Concelhia (afecta à candidatura de Ana Maria Ferreira) ficou com os Cadernos Eleitorais em sua posse propositadamente, tendo já em vista uma possível impugnação por adultério.

Por vergonha e falta de coragem António Guedes e Castro Fernandes (os únicos habilitados a impugnar) empurraram Orlando Moinhos e César Pereira para que o fizessem. Estes “atravessaram-se pelo chefe”, como sempre.

Obedeceram mesmo sabendo que iriam fazer figura de parvos e incompetentes, por estarem a impugnar uma Acta que os próprios subscreveram. Ou seja, demonstram bem que são uns pobres de espírito, sem vontade própria.

E assim anda o PS Santo Tirso liderado por Castro Fernandes… Ainda bem que foi derrotado, e que no PS Porto ainda há gente decente, séria e com bom senso, que não lhe permite mais veleidades.


À atenção de Ana Maria Ferreira e Patrícia Machado

03/01/2013

Li hoje a última edição do Jornal de Santo Thyrso publicada no dia anterior às eleições primárias do PS Santo Tirso. Uma das notícias dava conta da apresentação de candidatura de Ana Maria Ferreira. Várias coisas mereceram a minha reflexão.

1) Numa tentativa de atingir Joaquim Couto, Ana Maria dizia: “Não fui imposta pela Federação Distrital, mas pela vontade dos militantes“. Ao que parece, cara Ana Maria, a vontade dos militantes era outra e eles preferiram mesmo Joaquim Couto.

2) Ao querer mostrar força, Ana Maria dizia: “Subscreveram a minha candidatura 400 militantes“. Cara Ana Maria, confesso que ao ler isto até soltei uma gargalhada. É que vossa excelência nem sequer chegou aos 400 votos, só obteve 357 votos!

3) Outra afirmação de Ana Maria foi: “Não fui eu que dividi os socialistas“. Só demonstra que aprendeu bem com Castro Fernandes (e até com o líder do PSD Santo Tirso). Não é dividir, cara Ana Maria, é Pluralismo! É Multiplicidade! É Democracia!

4) Algo de que não me apercebi antes foi o apoio da Presidente da JS, Patrícia Machado, que a meu ver deveria ter-se mantido isenta. Cara Patrícia, na sua posição, e com o resultado das eleições, eu punha o lugar à disposição de imediato.


Castro Fernandes e Cª sem uma réstia de dignidade

03/01/2013

O take da agência Lusa diz: “A candidatura de Ana Maria Ferreira às diretas do PS/Santo Tirso para as autárquicas anunciou hoje ter pedido a impugnação das eleições que deram a vitória a Joaquim Couto“.

Muitos disseram que isto iria acontecer, eu achava que não por três razões: Primeiro, tendo a vitória sido por 1 voto (358 vs 357) de certeza que houve contagens e recontagens na noite das eleições.

Segundo, após as (re)contagens os responsáveis validam cadernos eleitorais e lavram/assinam uma acta; Terceiro, Castro Fernandes e Ana Maria Ferreira tinham uma réstia de dignidade e aceitariam a derrota.

Pelos vistos estava enganado. Castro Fernandes e Ana Maria Ferreira demonstram três coisas: Primeiro, um mau-perder; Segundo, um desrespeito pelas regras democráticas; Terceiro, que querem ganhar “na secretaria”.

Tudo isto é típico dos déspotas, dos antidemocratas, dos pobres de espírito. Castro Fernandes termina a sua carreira política confirmando o seu carácter e perfil político. Ia sair pela porta pequena, agora sai pela do cavalo.

O PS e Santo Tirso ficam bem melhor sem eles. Basta de déspotas que se governam a bel-prazer. Que mal-tratam e intimidam os seus subordinados. Que não respeitam a democracia e a vontade dos cidadãos.


Sondagem dá vantagem a Joaquim Couto

23/11/2012

Partilho hoje os resultados da sondagem pedida pela Distrital do PS Porto, e feita pela empresa DOMP, que tinha como objectivo medir a aceitação de 3 hipotéticos candidatos à CM Santo Tirso: Joaquim Couto, Ana Maria Ferreira e José Dias.

(Clicar para ver a imagem em tamanho real)

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Em breve publicarei mais duas estatísticas que dizem respeito ao desempenho do actual executivo da CM Santo Tirso (do qual Ana Maria Ferreira faz parte) e à intenção de voto dos eleitores.

PS Sto Tirso: Sondagens e Notícias encomendadas. Vencedores antecipados.

17/11/2012

Ainda há dias tinha sido dado o tiro de partida no PS Santo Tirso, para as Autárquicas 2013. Joaquim Couto e Ana Maria Ferreira apresentavam-se como candidatos às primárias do partido, que decidirão quem será o candidato a Presidente da Câmara Municipal.

As eleições primárias ainda não aconteceram (serão apenas em Dezembro) mas parece que já há vencedor. Pelo menos a julgar pelo cartaz/fotografia que Ana Maria Ferreira publicou na sua página do Facebook, e que podem ver acima. Ou será excesso de confiança?

A verdade é que isto leva as pessoas a pensar que no PS Santo Tirso as coisas se passam como na Venezuela, em Angola, ou na Rússia. Ou seja, independentemente de haver eleições, já se sabe à partida quem vai vencer. Um desrespeito para com os militantes.

Também na sua página do Facebook, Ana Maria Ferreira publica um (mais do que parcial) artigo do Jornal de Santo Thyrso (ao qual muitos chamam, quiçá com razão, boletim camarário) que pretende demonstrar que ela esta mais bem colocada do que Joaquim Couto.

A notícia refere uma bem “encomendada” sondagem (aliás tal como a notícia, que vem “encomendada” na altura certa) que pretende influenciar os militantes do PS nas primárias de Dezembro próximo. Uma “jogada” pouco ética da entourage de Castro Fernandes.

Ao que sei, Joaquim Couto também pediu uma sondagem a uma empresa há uns meses. Essa sondagem dava-lhe a vitória a ele. Se ele a tornasse pública em quem é que os militantes do PS acreditariam? E é por estas e outras que nunca (nunca!) acredito em sondagens.

Actualização: A sondagem de que falei, e que dava a vitória a Joaquim Couto, foi pedida pela Federação Distrital do PS Porto e não por Joaquim Couto, como referi. Obrigado ao leitor atento que me deu essa informação.


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