A defesa da deputada, pelo ex-presidente

29/09/2018

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Caro Carlos Valente, nem todos queremos ser presidentes do Rancho Folclórico, presidentes da Associação Recreativa, presidentes da Junta de Freguesia, presidentes dos Bombeiros, presidentes do Clube de Futebol ou presidentes da Câmara. Alguns de nós têm ambições diferentes, que não passam pela política. Temos carreiras profissionais, família, e muitas outras coisas que nos fazem felizes. E não precisamos de ter um cargo político para nos sentirmos realizados.

Mas isso não nos impede de ser militantes de um partido político. Aliás, o facto de não querermos (ou podermos) abraçar o serviço público torna o dever cívico e de militância activa ainda maior, porque nenhum cidadão se deve demitir das suas responsabilidades em democracia. Nem que essa seja a do “simples” voto e fiscalização dos seus eleitos. É exactamente aquilo que eu faço.

Sou militante do PSD há 20 anos, mas há muitos mais que ando na vida partidária. Sem qualquer interesse pessoal ou objectivo político. Faço-o por acreditar na militância activa e no projecto social democrata do PSD. Ao contrário do Carlos, que apenas está habituado a dar a cara e fazer campanha quando é candidato ou tem algum interesse, eu tenho dado o meu contributo ao PSD sem calculismos.

Fiz campanha de Norte a Sul. Percorri o Minho, de Terras de Bouro a Montalegre, ou de Vieira do Minho a Vila Verde. Percorri Trás-os-Montes de Mirandela a Vila Real, ou de Bragança a Macedo de Cavaleiros. Percorri o Doutor Litoral, do Porto a Amarante, de VN Famalicão a Felgueiras. Percorri a Beira Litoral, Beira Alta e Beira Baixa, da Figueira da Foz ao Fundão, ou da Guarda a Idanha a Nova.

Fi-lo em campanha para eleições Legislativas, Europeias, Presidenciais, e Autárquicas. Nestas, levantando cartazes e outdoors, apoiando, dando a cara, falando com as pessoas, distribuindo bandeiras, autocolantes, canetas e aventais, por candidatos que na maioria das vezes nem conhecia. Por gente como José Manuel Fernandes (na altura desconhecido candidato a Presidente da Câmara de Vila Verde, distrito de Braga), hoje um dos mais competentes deputados Europeus, e capazes quadros do PSD.

E também o fiz por alguns que conhecia bem, em Santo Tirso. Não falhei um dia das campanhas autárquicas de David Assoreira ou João Abreu. E nessas, fiz campanha por vários candidatos às Juntas de Freguesia. Como Alírio Canceles, Manuel Mirra, ou mesmo o Carlos Valente. E só por isso o Carlos devia ter mais respeito. Porque o fiz sem ser candidato a nenhum lugar, com abnegação e desinteresse.

Não me arrependo de até ter perdido anos na faculdade, por ter andado demasiado dedicado ao partido e envolvido em campanhas. Nem de ter feito esforços na vida pessoal e profissional para me meter sozinho em carros de som, a percorrer freguesias e a distribuir panfletos com a cara do candidato, ao som dos hinos do PSD e da campanha. Um desses foi Manuel Mirra, e outros como o Carlos, que agora se sentem muito incomodados com a minha opinião.

Muitas vezes, por esse país fora, trabalhei para o PSD, acompanhado por vultos do partido, como Amândio de Azevedo ou Fernando Alberto Ribeiro da Silva. Fundadores e figuras de proa do PSD, que provavelmente o Carlos e a Andreia nem conhecem, porque estes nunca andaram na política para apareceram em eventos a tirar selfies. Nem nunca puseram interesses ou objectivos pessoais, à frente dos do PSD e do país – como os vossos amigos Luís Montenegro ou Marco António Costa.

Sou cidadão Português, e como tal exerço o meu direito e dever civil e político naquele que ainda é um estado livre e democrático. Ao contrário da maioria (com muita pena minha) não abdico dos meus direitos, e acima de todos está o direito à liberdade de pensamento e de expressão. Estarei longe de ter sempre razão, mas nunca abdicarei nem esconderei a minha opinião. Nem com ameaças de processos em tribunal, nem com ameaças de confronto físico. O Carlos e a Andreia podem convencer-se disso.

Finalmente, estranho esta nova forma de estar do Carlos. Que ainda há poucos anos concordava comigo e até era posto no mesmo saco pelo caudilho que na altura liderava o PSD Santo Tirso. Tanto que o Carlos até vinha ao meu blogue defender posições e atacar aqueles a quem hoje se juntou (basta procurar os comentários nos vários posts publicados).

Parece que bastou a amizade (circunstancial) com a sra. Deputada, um lugar elegível na lista de vereadores, e uma ilusão de proximidade ao poder, para o Carlos agora se prestar a fazer estes papéis. Não só o de vir “defender a honra” da Andreia Neto, mas também de vir puxar dos galões, assinando o seu comentário com “Carlos Valente, P. Junta Vila das Aves de 2002/2013 eleito pelo PSD, 3 Vitórias com maioria absoluta onde o PSD nunca tinha ganho”.

As suas conquistas políticas, como tenho a certeza compreenderá, impressionam-me pouco. E parefraseando o presidente do PSD, Rui Rio – a mim ninguém me cala, e estou cheiinho de medo das ameaças que (em público ou privado) o Carlos e a Andreia me fazem. De resto, convivo bem com o pluralismo e democracia. E, ao contrário do Carlos e da Andreia, tenho estômago para ser criticado, e elevação para saber discutir.

Assinado: Luís Melo. Militante de Base do PSD. Nunca ocupou algum cargo público, ou alcançou como candidato vitórias eleitorais pelo PSD (talvez por nunca ter aceite lugar em listas, mas o mais provável era ter sido derrotado de qualquer maneira). Derrotado várias vezes em listas candidatas à JSD e PSD Santo Tirso, à associação académica na faculdade, à associação de estudantes no liceu, e a delegado de turma no ciclo.

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Queixinhas da deputada ao Ministério Público

27/09/2018

Ao que sei, o executivo camarário decidiu baixar os impostos cobrados às famílias e empresas. A ser verdade, e independentemente de tudo o resto, é uma medida meritória que virá beneficiar a população, e será bem vinda, já que o contribuinte tem sido “castigado” desde 2011 com variadíssimos aumentos de impostos.

Os vereadores do PSD, liderados por Andreia Neto, decidiram fazer queixa ao Ministério Público – como se pode ver na imagem acima, que mostra uma publicação no Facebook da deputada. Independentemente da razão que possam ter, em relação a uma eventual falta no procedimento, isto é absolutamente descabido e desmesurado.

E apenas mostra que Andreia e companhia continuam a preferir a politiquice, a guerrilha partidária, o remoque e o ataque pessoal, ao invés de seguir o exemplo do presidente do PSD, Rui Rio, que tem trazido uma forma diferente de estar na política, com honestidade, seriedade e responsabilidade.

Aliás, o Ministério Público deve com certeza ter coisas bem mais importantes que fazer, e nas quais gastar o seu tempo e os recursos do contribuinte, do que as queixinhas e caprichos de Andreia Neto.

Como militante do PSD gostaria de ver a Comissão Política Concelhia intervir, mas imagino que – como vem sendo habitual ao longo dos anos – os vereadores que representam o partido e os seus eleitores, estejam a agir em causa e propósito próprio, sem dar cavaco aos responsáveis do partido em Santo Tirso.


Zé Pedro, não olhes mais para trás!

28/11/2017

Zé Pedro Miranda anunciou e apresentou, via Facebook, a sua candidatura à Comissão Política Concelhia do PSD Santo Tirso. Fê-lo indepentendemente de outros, o que por si só demonstra valores, princípios e convicções. Diz que o faz por “imperativo de consciência (…) para por em prática as ideias (…) de um partido mais forte, inclusivo, afirmativo, credível e de confiança”.

Estas palavras, são música para os meus ouvidos. Desde há muitos anos que o Zé Pedro e eu estamos alinhados em relação ao que o PSD Santo Tirso deveria ser. Daí termos estados juntos em várias lutas e candidaturas (internas e autárquicas). Espero agora, finalmente, que o Zé Pedro possa aplicar todas essas boas ideias e boas práticas.

Há muito tempo venho dizendo (não só ao Zé Pedro, como a outros militantes e simpatizantes) que ele era o único que poderia vencer umas eleições internas e liderar o PSD Santo Tirso rumo a vitórias autárquicas. Apesar de inúmeras conversas, ainda hoje não sei porque o Zé Pedro não se chegou à frente mais cedo.

De qualquer forma tenho de aceitar a decisão dele. Afinal de contas, também eu tenho carinho pela meu concelho; também eu acredito nas convicções do meu PSD; também eu sinto um sentido de missão e chamamento político. Mas isso não me fez (pelo menos até agora) desviar do meu caminho pessoal e da minha carreira profissional.

A verdade é que me pareceu que a melhor altura teria sido após a vitória, nas Autáquicas 2009, para  a Junta de Freguesia de Santo Tirso. O PSD estava verdadeiramente unido em volta da candidatura Autárquica de João Abreu (que encurtava a margem para o PS – menos de 3.000 votos). E o Zé Pedro era sem dúvida uma figura em afirmação.

Infelizmente para o PSD Santo Tirso, nessa altura o Zé Pedro estava focado no trabalho da Junta, em prol da cidade sede do concelho e dos Tirsenses. Bem como na ascensão da sua carreira profissional. Isso abriu a porta para o início do descalabro que se seguiu, com o PSD a ser assaltado por gente que se queria servir do partido para proveito pessoal. O resultado é conhecido.

O Zé Pedro não é, de todo, responsável pelo que aconteceu. Ele seguiu o seu caminho. E na verdade foi dos poucos que comigo se opôs a certas e determinadas práticas de Alírios e companhia. Mas também é verdade que fez parte, em lugar de destaque, daquilo que o PSD foi nos últimos meses, ao aceitar (para minha surpresa) estar ao lado de Andreia Neto nas Autárquicas 2017.

Mais vale tarde do que nunca! O PSD Santo Tirso tem agora uma nova oportunidade, com Zé Pedro Miranda. A lista candidata aos orgãos concelhios está longe de ser um equipa de galácticos. Tem nomes que pertencem a um passado que também não é brilhante. Por outro lado é bom ver regressos como o de Mário Roriz ou Tiago Rodrigues, que sempre estiveram em sintonia connosco.

Quero crer que esta não é apenas uma liderança de transição. E que não há nenhum tipo de acordo com aqueles que envergonharam o PSD Santo Tirso nos últimos anos. Quero acreditar que o Zé Pedro não vai mais olhar para trás, e que é desta que o PSD Santo Tirso volta às suas origens, de partido do povo, da política com ética, do serviço da população.


Volte-face no PSD Santo Tirso

26/11/2017

Volte-face no PSD Santo Tirso. José Gonçalo Silva, que aceitou ser Pau de Cabeleira de Andreia Neto e da sua pandilha, desistiu da candidatura a Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD Santo Tirso. Desenganem-se aqueles que acham que finalmente Andreia Neto e os seus seguidores cairam em si e se enxergaram da derrota histórica que tiveram nas Autárquicas 2017, envergonhando mais uma vez o PSD.

Andreia Neto disse no Facebook: “O resultado não foi o que desejámos mas não só melhoramos o score eleitoral como nos orgulhamos da campanha mobilizadora que fizemos“.  José Gonçalo Silva afinou pelo mesmo diapasão: “pretendi liderar um projeto político assente (…) na continuidade de um trabalho que considero muito positivo”.

É difícil perceber de que resultados falam estes dois derrotados nas Autárquicas 2017. O score era de 5-4 (número de vereadores a favor do PS), e ficou em 6-3. A diferença de votos era de 5.000 (a favor do PS) e passou para 7.500. Para além disso, a campanha foi a mais suja e vergonhosa da história do concelho, muito por culpa dos reiterados ataques pessoais de Andreia a Joaquim Couto.

Andreia Neto disse mais: “hoje deve ser o momento de unir o PSD em Santo Tirso“. José Gonçalo Silva repetiu: “o momento é de união pelo nosso PSD”. Para além de não perceberam que isto é a demonstração de que falharam as promessas de união quando assumiram os respectivos papéis, desconhecem uma das maiores características do verdadeiro PSD, o pluralismo!

Andreia Neto diz “empenhei-me em que houvesse apenas uma lista candidata à comissão política (…) resolvi procurar que as ideias convergissem e o projeto fosse comum”. Na mesma linha, José Gonçalo Silva acha que “deve imperar a responsabilidade de perceber de que o momento é de união (…) e foi por isso que decidi não avançar com a candidatura”.

Esta ideia de que união só se consegue com listas únicas é, como todos sabemos, típica de comunistas e fascistas. Para além do mais, bastaria a Andreia Neto e a sua pandilha pensar no que aconteceu, e eles mesmos conseguiram, na última década em Santo Tirso. Sempre com listas únicas, o PSD Santo Tirso nunca esteve mais dividido.

Entretanto Zé Pedro Miranda também já anunciou e apresentou, via Facebook, a sua candidatura à Comissão Política Concelhia do PSD Santo Tirso. Fê-lo indepentendemente de outros, o que por si só demonstra valores, princípios e convicções. Diz que o faz por “imperativo de consciência (…) para por em prática as ideias (…) de um partido mais forte, inclusivo, afirmativo, credível e de confiança”.


Depois da derrota, mais do mesmo

30/10/2017

Por motivos óbvios não pude estar presente no último plenário do PSD Santo Tirso mas sei que, como sempre, foi divertido e com “mais do mesmo”. A única novidade foi mesmo um (esboço de) choro da presidente do partido. Encenação que apenas engana os incautos.

Como se esperava não há qualquer assunção de responsibilidade. Pelo contrário. Culparam outros, ou situações sobre as quais não tinham controlo. Ou seja, tal como previ há semanas atrás, repetiram o que Alírio Canceles tinha feito em 2013.

Pior. Depois da campanha eleitoral vergonhosa (que em certas alturas foi mesmo infame e torpe) continuaram a insistir que foi uma excelente campanha, pela positiva. O pior cego é aquele que não quer ver, e esta gente tem antrolhos que não deixam ver nem um palmo.

Houve também quem apontasse o dedo de culpa “áqueles” que os andaram a criticar no Facebook. Por um lado esquecem-se “daqueles” a quem pagaram para atacar Joaquim Couto, ou “daqueles” perfis falsos que criaram para desferir ataques pessoais ignóbeis a coberto do anonimato.

No seguimento, o presidente da JSD de Santo Tirso, que politicamente ainda “anda de fraldas”, resolveu dizer que “esses” que não concordavam deveriam ser expulsos do partido. Talvez devesse deslocar-se ao 2º Piso do Centro Comercial Carneiro Pacheco para se inscrever no PCP.

Andreia Neto, em vez de se demitir e se “esconder” em Lisboa depois da estrondosa derrota, pôs “o lugar à disposição”. Típico dos políticos fracos que querem dar uma falsa ideia de desprendimento. A ver vamos quem é que aparece como candidato desta “pandilha”.

Porque uma coisa é certa. Esta “pandilha” não vai ter a hombridade de reconhecer que errou, de assumir responsabilidades, e de se afastar para que outros possam fazer melhor. Não. Eles põem o “lugar à disposição” e depois candidatam-se outra vez. Com a mesma, ou outra cara, à frente.

A única dúvida é a de quem será essa tal cara. Dependendo de certas circunstâncias (ex. limitação de mandatos) e estratégias pessoais (ex. lugares de vereador ou deputado), poderá ser a mesma (ou seja, Andreia Neto) ou uma nova (como por ex. Altino Osório).

O que me surpreende cada vez menos é que tudo isto se passe com a conivência de figuras relevantes do partido no concelho, como José Pedro Miranda e Carlos Valente, que no passado nunca se associaram, e sempre se insurgiram, contra este tipo de prática.

Esses, pelo visto, no plenário, proferiram discursos redondos. Evitando ferir as susceptibilidades de quem está no poder (e provavelmente ficará, enquanto os caciques funcionarem) ou hipotecar qualquer cenário futuro (onde se possam perfilar, caso os actuais detentores do poder caiam).

Este PSD podre e pervertido irá continuar na mesma a não ser que os seus militantes (principalmente os que andam inactivos há quase 10 anos) e simpatizantes Tirsenses, de uma vez por todas, se levantem e construam uma alternativa que possa vencer o cacique.

Alternativa essa que não poderá nunca ser erguida apenas por uma só pessoa. Terá de ser erguida por um conjunto de vontades, vindas de dentro e de fora do partido. Talvez aproveitando a dinâmica que as eleições directas para os orgãos nacionais vão provocar nos próximos meses.


Os cúmplices de Andreia

05/10/2017

Estou curioso por saber se, no próximo plenário do PSD Santo Tirso, Andreia Neto vai continuar a imitar Alírio Canceles. Imitou-o na forma como assaltou o PSD Santo Tirso, ao auto-nomear-se candidata à Câmara, nas práticas ignóbeis que utilizou na campanha eleitoral, e no resultado final. A ver vamos se também tem a falta de vergonha para, no balanço, culpar outros pela sua derrota histórica.

Em 2013, os bodes expiatórios foram eu próprio e o Carlos Valente. Mas desta vez, parece-me que “os louros” poderão cair todos na minha pessoa. Já que o Carlos – para mim, incompreensívelmente – resolveu desta vez colocar-se ao lado de uma candidata e uma candidatura que fez exactamente o mesmo que o levou em 2013 a romper com o candidato e a Comissão Política do PSD de então.

Mas o Carlos Valente é apenas um dos que fizeram parte desta hecatombe. Outros têm também a sua quota parte de responsabilidade, ao compactuar e colaborar com esta candidatura que teve um desfecho vergonhoso. Pimenta de Carvalho, José Pedro Miranda ou João Abreu são algumas das pessoas que os militantes gostavam de ouvir.

Mas há outros, verdadeiros cúmplices da ignomínia que foi esta candidatura e esta campanha. Os estrategas, os principais peões do jogo politico-partidário, os líderes do cacique, os cultivadores da facção, os instigadores do ostracismo. Os que, com Andreia, planearam e executaram o plano de assalto ao Poder pelo Poder, desprezando os valores do partido e da política.

Esses também têm nome. Altino Osório e Pedro Hugo Almeida à cabeça, entre outros. Ajudados por um grupo de gente intelectualmente menor (que nem merece menção) e pelos inocentes da JSD. São aqueles os que, muito provavelmente, já estão a pensar na forma de vir apanhar os cacos, apresentando-se como opção de futuro, como se nada tivessem a ver com o que se passou.

Serão estes que, sem qualquer pudor ou vergonha na cara, se irão apresentar muito em breve aos militantes como alternativa. Para continuar o jogo partidário e a luta pessoal pela conquista de lugares e poder na administração local, distrital ou nacional – apenas e só para proveito próprio e dos que os rodeiam.

E há mais. Muitos outros que não sendo tão activos, foram também coniventes. Falo de militantes como Gonçalves Afonso, Paulo Ferreira ou Rui Baptista. Três ex-Presidentes do PSD/JSD Santo Tirso, que também vimos apoiar e aplaudir esta candidatura inquinada, e que devem uma explicação aos militantes.

A tradição pede aos militantes e simpatizantes do PSD para esperarem sentados pelas explicações dos responsáveis pelos resultados. Posição essa (a sentada) aliás, da qual era bom que se levantassem, da próxima vez que haja eleições para a Comissão Política Concelhia do PSD. Só assim poderão ajudar a garantir que o PSD possa ser altenativa em 2021.


Cacique. Primeira razão pela qual Portugal está moribundo

21/07/2017

Alguns ainda se deixarão surpreender por notícias como a que o Observador (e bem) publicou hoje: Carrinhas, listas e cacicagem. Todos os detalhes da guerra pelo poder no PSD/Lisboa

Outros, já não só, não se deixam surpreender como admitem o cacique como práctica corrente e, ainda pior, como prática aceitável e incontornável.

Já muito escrevi neste blog sobre caciques. E sobre aqueles que o praticam. Nomeadamente no PSD Santo Tirso – que é o exemplo que conheço mais de perto.

Um exemplo foi o de Abril de 2014, onde num artigo para um jornal local escrevi que o PSD Santo Tirso teria sido “atacado por várias doenças” nomeadamente um “fatal Cancro do Cacique“.

Esta é, na minha opinião, a primeira razão pela qual Portugal está moribundo, e a caminho do abismo. Que acabará, mais tarde ou mais cedo, em forma de ditadura (comunista ou fascista).

E é, porque o estado do país se deve em muito à má estratégia, às más políticas, às más decisões, tomadas pelas pessoas que estão à frente do governo de Portugal.

Não só as que estão no Governo da República mas também aquelas que estão nos lugares de liderança de outros orgãos (políticos, empresariais, judiciais), nomeados pelos primeiros.

Esses que na esmagadora maioria dos casos, emergiram dos partidos políticos, nos quais a única forma de chegar às lideranças e lugares de decisão, parece ser o tal cacique.

Da maneira como os partidos estão organizados, são os tais que promovem e controlam os caciques, que decidem quem será o candidato à Junta, à Câmara, à Assembleia da República.

E serão depois os mesmos a decidir quem será o nomeado para a Direcção Geral, o Governos Civil, a CCDR, e muitas outras instituições e orgãos que governam o país.

A verdade é que não há cacique sem “carneiros”. Se quem promove e controla o cacique tem falta de carácter, o que dizer daqueles que se deixam levar em carrinhas para votar.

Esses são, para mim, tão maus ou piores. É preciso ser-se muito invertebrado para deixar que outros pensem pela sua própria cabeça. Para se vender por “um prato de lentilhas”.

Da mesma forma, aqueles que são coniventes com o cacique, ou que se aproveitam dele sem “sujarem” as mãos, são também gente muito pouco recomendável.

É também por isso que sempre defendi, que a responsabilidade do estado do país não é exclusiva dos políticos. Mas de todos os portugueses. Nomeadamente dos acima mencionados.

Mas também daqueles que se deixam vencer por estas práticas e estas pessoas. Aqueles que, ao saber do cacique, desistem de lutar e deixam a coisa acontecer. Também esses são culpados.

É por isso que, apesar de me doer muito, nunca deixei de me fazer ouvir, e de agir. Não só a nível nacional, mas acima de tudo na minha localidade, em Santo Tirso.

Candidatei-me várias vezes contra os caciques. Perdi sempre. Testemunhei os autocarros. Dei de caras com muitos “carneiros”. Provei a desfaçatez e falta de vergonha de quem promove e controla os caciques.

Tenho muita pena que o meu partido, o de Francisco Sá Carneiro, se tenha tornado nisto. E é por isso que não apoio candidatos que, tenho a certeza, sairam deste lamaçal.


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