Queriam um político diferente – Aqui o têm

09/04/2018

Era extremamente importante que todos vissem esta intervenção do presidente do PSD. Rui Rio é, de facto, um político diferente.

E para aqueles que dizem que os políticos são todos iguais (a maioria dos portugueses), aqui está alguém em quem podem votar nas próximas eleições.

A comunicação “dita” social e a opinião publicada (diferente de opinião pública) pode dizer o que quiser – o rumo deste homem não vai mudar.

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Cúpula de Lesboa – Os Sulistas e Elitistas do PSD

09/02/2018

Passaram poucas semanas de ter vencido as eleições internas, mas já está bem visto o quanto Rui Rio vai ter de sofrer enquanto líder do PSD. Ainda nem sequer tomou posse e já são incontáveis os textos a dá-lo como nado-morto, ou as opiniões a tentar condicioná-lo. E isto, numa altura em que ele mal apareceu ou falou a órgãos da comunicação “dita” social.

A razão é, para mim, muito simples. Rui Rio não faz parte da “cúpula de Lesboa”. Isso mesmo, os sulistas e elitistas, tal e qual como lhes chamou Luís Filipe Menezes (cheio de razão). Também ele, enquanto líder do PSD, condenado desde o momento que derrotou a “cúpula de Lesboa” – composta pelos Lisboetas, e acima de tudo por alisboetados (os que vão à “terrinha” nas festas)

Bem sei que Menezes e Rio estão em pólos opostos. A todos os níveis. Mas nem sequer está isso em causa, ou o desempenho de um e outro em cargos políticos. O que está em causa é que são ambos do Norte, e conseguiram ser eleitos contra a tal “cúpula de Lesboa”. E foi, continua a ser, esse mesmo, o seu handicap no xadrez político inquinado, em Portugal.

Nem sequer Sá Carneiro se safou. A partir do momento em que se criou a “cúpula de Lesboa”. Nem o facto de ser fundador do partido, de ter uma credibilidade e competência gigantescas, ou de ter ao seu lado outros Nortenhos da mesma craveira, o safou. A “cúpula de Lesboa” aproveitou todas as oportunidades (até a sua doença e vida pessoal) para o lançar borda fora.

Esta é apenas uma, mais uma, das razões pelas quais era preciso que Rui Rio vencesse. De vez em quando, quanto mais não seja, é preciso que a gente honesta, competente, trabalhadora, honrada e íntegra diga presente. E mostre a essa “cúpula de Lesboa” que eles só ocupam o poder se os deixarmos. Que basta querermos para os derrotarmos.

E desenganem-se aqueles que pensam que alguns, apenas por terem mostrado apoio a Rui Rio, não fazem parte da “cúpula de Lesboa”. Fazem, sempre fizeram. A verdade é que eles não apoiaram Rui Rio por convicção. O que fizeram foi mover-se pelo ódio a Pedro Santana Lopes. O que diz muito do seu carácter, ou falta dele. Pachecos Pereiras, Ferreiras Leites, e afins.


Rio vs Santana: Lealdade e Pluralismo

05/01/2018

Tratar política como futebol, e partidos como clubes, é um erro enorme. Infelizmente, a forma de estar e agir de muitos interlocutores políticos, principalmente os mais mediáticos e os que têm mais responsabilidades, tem sido nesse sentido. E a ideia de “se não estás comigo, estás contra mim” prolifera.

Com o que se passa noutros partidos, manifestamente menos democráticos (ex. o PCP), posso eu bem. Mas custa-me ver isto no PSD, que sempre foi um partido democrático e, acima de tudo, pluralista. Onde todos os militantes podiam (deviam até!) ter as suas próprias opiniões e pensar pela sua cabeça.

Isto a propósito do debate de ontem entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes onde se ouviram ataques de falta de lealdade. Ao partido, ao líder, ou à direcção em ocasiões diversas. Conheço os dois pessoalmente. Admiro (por diferentes razões), tenho respeito político e estima pessoal pelos dois. Pelo que me custou.

Até porque ambos sempre praticaram, e muito bem, o tal pluralismo e liberdade de opinião dentro do partido. Aliás, são talvez dois dos mais mediáticos militantes que mais vezes, por mais tempo, e mais veementemente o fizeram. A ponto de ambos terem posto em causa a sobrevivência do partido, ou a vontade de estar no PSD.

Rui Rio disse recentemente que o PSD estava moribundo e corria o risco de desaparecer. Santana Lopes também achou no passado que não era possível regenerar ou refundar o PSD, e por isso falava num novo partido (o PSL). Devo dizer que também eu já escrevi que o PSD estava em agonia, e já pensei várias vezes se seria possível renová-lo.

A história do PSD está cheia de episódios em que (grupos de) militantes estavam em desacordo,  tinham visões diferentes e opiniões diversas. Defendiam ideias contrárias e planos de acção variados. Criticavam quem estava na liderança do partido, ou até mesmo à frente dos destinos do país, no Governo.

Sá Carneiro e a ala Eanista ou as Opções Inadiáveis (de Pinto Balsemão e  Magalhães Mota). Balsemão e as críticas de Cavaco Silva e do meu avô, Eurico de Melo. Marques Mendes e as críticas de Luís Filipe Menezes. Este e as críticas de Ferreira Leite. Esta e as críticas de meio partido! Tantos são os casos de divergências.

A meu ver, ao invés de prejudicar o partido, este pluralismo e liberdade individual, bem como a convicção com que essas correntes se expressaram e agiram, fortaleceram-no. E é também por isto que o PSD é o partido mais portugês e mais original. Não há uma linha de pensamento única imposta por uma ideologia ou doutrina.

Ontem, no debate, tentou-se apelar àquele sentimento primitivo, que prolifera hoje no futebol. Tentou apelidar-se uns e outros de traidores. No PSD, pluralismo e liberdade de opinião nunca significaram falta de lealdade. E espero que assim continue. Quero crer que os militantes do PSD sabem distinguir as coisas.


Rui Rio e Santana Lopes, os maus da fita

22/12/2017

As “trapalhadas” de Santana em 2004 (que Rio apoiou e Marcelo arrasou). Este artigo do Observador pretende claramente fazer crer que Rui Rio não é diferente daqueles políticos que ele mesmo critica. Que é incoerente e, como tal, pouco confiável.

O artigo pretende fazer passar a mensagem de que Rui Rio se disfarça de homem sério, disciplinado e íntegro, mas que em 2004 terá apoiado o que a comunicação “dita” social resolveu denominar de “trapalhadas” de Santana Lopes.

A verdade é que basta ler o artigo para perceber que isso não é verdade.

Numa entrevista (…) Rui Rio dizia que Santana Lopes tinha “mais consistência do que a imagem que têm dele” e que era uma pessoa com “seriedade, lealdade e frontalidade”.

Ora será isto mentira? Santana Lopes é bem conhecido por ser firme nas suas ideias e convicções, portanto consistente. Sempre foi honesto, digno e sincero, portanto sério. Não se lhe conhece nenhuma traição a quem serviu, portanto leal. E ninguém pode negar a sua frontalidade.

Rio (…) afirmava mesmo: “Só posso dizer bem de Santana. O meu estilo não tem o exclusivo da competência e do sucesso“. Atribuía ainda (…) “sensibilidade social que muitos militantes do PCP e do Bloco de Esquerda não têm.”

Ora será isto mentira? Os últimos anos, em particular os passados como Provedor da SCML provaram que Santana Lopes tem, de facto, uma enorme sensibilidade social, e que, enquanto uns falam, ele faz. E faz reconhecidamente bem feito.

Rio culpava os jornalistas: “Este Governo e o primeiro-ministro merecem uma avaliação justa. E não merecem o que a maior parte da comunicação social está a fazer. Ainda o programa de Governo não estava aprovado e já as críticas eram mais que muitas”

Ora será isto mentira? Rio culpava e bem a comunicação “dita” social que na altura começou a criticar Santana Lopes, e a deitar abaixo o PSD, ainda o governo não tinha tomado posse. Curioso que agora, com o governo PS liderado por António Costa, ninguém rasga as vestes ainda “trapalhadas” e “escândalos” sejam o pão nosso de cada dia.

Ou seja, ao contrário do que a artigo tenta fazer passar, nem Santana Lopes foi tão mau como o pintaram, nem Rui Rio foi, alguma vez, incoerente. Ambos estavam a fazer o melhor por Portugal e pelo PSD. Ambos foram verdadeiros com os portugueses e consigo próprios.

À época, Santana Lopes era diabolizado pela comunicação “dita” social. Rui Rio era pura e simplesmente ignorado pela mesma comunicação “dita” social e pela cúpula de “Lesboa” – por ser o mais destacado defensor do Porto e do Norte.

Passada década e meia, os mesmos (a comunicação “dita” social e a cúpula de “Lesboa”) tentam ridicularizar um e ignorar o outro. Tudo para ver se o PSD não ganha força, deixando o PS despreocupado e mais à vontade no assalto ao poder e ao dinheiro dos contribuintes.


A “febre” por Rui Rio

19/01/2014

O meu artigo de opinião, publicado na edição de Janeiro 2014 do Jornal Notícias de Santo Tirso:

Ao contrário do que muitos pensam, alguns dizem e outros tomam como válido, a política não é um jogo táctico onde se luta pelo Poder. Não é uma batalha de ideologias onde se tenta levar a melhor sobre os adversários. Não é uma luta em que uns estão de um lado e outros estão do outro, e quem não está comigo está contra mim. Não é um sistema em que o mais forte tem logicamente que ser mais beneficiado – a isso chama-se selva e não política. Na política não se pode querer responsabilizar sempre quem está no Poder e desculpabilizar a oposição. A política não é algo abstracto.

Nesse sentido, e como venho dizendo há muitos anos, Rui Rio é o melhor político da actualidade – no verdadeira sentido da palavra “político”. É competente na organização, na liderança, na administração dos assuntos públicos. É honesto, responsável, íntegro, rigoroso, exigente, de grande carácter e personalidade. Não tenta iludir os eleitores, cumpre a sua palavra e as suas promessas. Não cede a interesses pessoais, partidários ou corporativos. Tem sentido de missão e como objectivo último, na sua acção, o bem estar geral da população (estando plenamente consciente que nunca conseguirá agradar a todos).

Nos últimos 12 anos, sem grandes espectáculos, sem grande alarde, e sem sede de protagonismo, Rui Rio foi zelando pelo Porto e servindo os portuenses. Mais do que isso, em certas ocasiões saiu mesmo em defesa do Norte – região trabalhadora e tantas vezes desprezada pelo poder de Lisboa. Rui Rio fez no Porto um trabalho quase sempre invisível. Apenas porque o que ele faz não interessa aos meios de comunicação “dita” social de maior tiragem. É que a seriedade, a exigência, o rigor ou o trabalho não vendem. Só se falava em Rio quando havia polémica (Bolhão, Rivoli, etc.). Rio disse “O esforço da CM Porto tem sido investir onde é mais necessário, e não onde se consegue mais popularidade politica e mediática“.

Rui Rio nunca ficou em silêncio quando o dever o chamava a dar opinião. Mesmo que ela atingisse o seu próprio partido, a sua própria região, o seu próprio país ou mesmo as suas instituições. Fê-lo sempre com um discurso coerente e firme, sempre de forma convicta e frontal, sem medo das palavras ou do que a comunicação “dita” social poderia retirar delas. E fê-lo sempre de forma respeitosa, nunca populista ou demagógica. Foi talvez o único que, após uma crítica negativa, apresentava uma alternativa ou solução viáveis. Nunca se deixou levar pela espuma dos dias ou pela pressão da opinião pública e publicada.

Conheci Rui Rio há 14 anos. Partilhamos o mesmo hotel (Hotel Montebelo) no Congresso do PSD de Viseu em que Durão Barroso venceu a liderança do PSD, tendo-a disputado com Santana Lopes e Marques Mendes. Acima de tudo tive a oportunidade de o ouvir enquanto discutia a política, o país e o partido com o meu avô – durante o jantar, ou no bar do hotel acompanhado de um café ou um digestivo. Fiquei logo com a impressão de que era um homem imbuído do tal sentido de missão que eu tinha aprendido ser fundamental, e que era desinteressado e honrado, com comportamento exemplar.

A sua acção nos últimos anos veio comprovar o que previ (não o que professei mas o que supus ou imaginei). Daí que por diversas vezes o tenha dado como exemplo, o tenha defendido e até sugerido para liderar o PSD e o país. Sem surpresa estive quase sempre isolado. A maioria não gostava de Rui Rio. Achava-o arrogante, altivo, cinzento, chato. Preferia o “circo” montado por “políticos” que, no fundo, iludiam as pessoas com máscaras de humildade, com discursos mentirosos e com realidades fantasiosas. O resultado está à vista: Portugal na bancarrota, os portugueses afundados em austeridade, e um futuro negro à vista.

Ao contrário do que muitos pensam, alguns dizem e outros querem fazer crer, estou convencido que Rui Rio nunca teve ambição de ser nada – aliás o próprio já o disse as mais variadíssimas vezes. As suas acções nunca tiveram aquela segunda intenção que é usual ver nos “políticos”: a de se manter no Poder a tudo o custo, ou a de se posicionar para o futuro. Eu sei que, para quem está habituado a Sócrates, Costas, Marcelos, Marques Mendes e afins, é difícil acreditar. Mas não são todos iguais. E estou convencido de que Rui Rio não é, definitivamente, igual a estes ou outros que passaram pelas cadeiras do Poder, e tanto mal fizeram ao país.

Claro que eventos como os recentes – de uma vaga de fundo por Rui Rio, para suceder a Passos Coelho como presidente do PSD e Primeiro-Ministro – não ajudam a acreditar que ele está “inocente”. Porque – como é habitual nos “políticos” profissionais – há sempre a ideia de que é o próprio que está por detrás dos “testas de ferro” a orquestrar a sua ascenção ao Poder. Estou convencido que não. Quero acreditar que Rui Rio nada tem a ver com esta repentina “febre” à sua volta. Estou convicto que esta “febre” está assente em duas razões:

1) Os “tubarões” do PSD e do mundo empresarial ligado ao centro-direita estão a ver o tapete a fugir-lhes em 2015. Com as medidas que Passos Coelho e o seu Governo têm tomado começa a parecer evidente que o PSD irá perder as Legislativas 2015. A acontecer, esses “tubarões” perdem a sua influência, o seu Poder e a colher para continuarem a comer da gamela do Orçamento de Estado. Vai daí resolvem virar-se para aquela que lhes parece a única opção viável para continuarem a servir-se depois de 2015. Passos já deu o que tinha a dar, viram-se para Rio.

2) Os portugueses chegaram a um estado de desespero tal que já duvidam daquilo em que acreditaram nos últimos 20 anos. Aliás, muitos estão já definitivamente convencidos que andaram mesmo a eleger os políticos errados. Já deram conta que o país não vai sair do buraco com homens demagogos, populistas e mais interessados no seu umbigo e na luta partidária. Vai daí viram-se para aquele sobre o qual tem havido professias de que será o “messias” – o habitual “sebastianismo” português, tantas vezes visto e revisto ao longo das últimas décadas.

Estou em crer que Rui Rio não se deixará levar por esta “vaga de fundo”. Mas naturalmente, como homem responsável que é, e tendo um profundo sentido de missão, não se irá demitir das suas responsabilidades. Mas apenas se o país (e não um grupo de “notáveis”) o chamar a governar e, acima de tudo, lhe der as condições ideais para tal – não falo em maiorias no parlamento, mas uma mudança profunda de mentalidades.


Se houvessem muitos destes, Portugal seria bem diferente

20/03/2013

Já por várias vezes escrevi aqui sobre Rui Rio. Defino-o como o melhor político português. Alguém que está na política para servir e não para se servir. Um homem íntegro, sério, honesto, humilde, corajoso. Sem sede de protagonismo e sem alardes zelou durante 12 anos pelo bem público, servindo a população do Porto (e do Norte) com sentido de missão, de forma competente, e cumprindo as suas promessas.

Tal como o próprio disse em 2010, o “Esforço da CM Porto” foi o de “investir onde é mais necessário, e não onde se consegue mais popularidade politica e mediática“. Daí que a requalificação dos bairros sociais (onde vive 20% da população do Porto) tenha sido uma prioridade, e a revitalização da baixa da cidade tenha sido também cumprida. Defendeu-as sempre com um discurso coerente e firme.

No entretanto, entre outras coisas, combateu lobbys e corrupção, e reduziu em 20% os salários dos administradores remunerados nas 4 empresas municipais. Nunca se deixou levar pela espuma dos dias ou pela pressão da opinião pública e publicada. Denunciou situações irregulares e ilegais, dando o corpo às balas na praça pública e em vários processos em tribunal (muitos dos quais acabaria por vencer).

Nunca ficou em silêncio quando o dever de cidadão ou de Presidente da CM Porto o chamava a dar opinião. Mesmo que ela atingisse o seu próprio partido, a sua própria região, o seu próprio país ou mesmo as suas instituições. Fê-lo sempre de forma convicta e frontal, mas também respeitosa. Nunca populista ou demagógico. Foi sempre dos poucos que após uma crítica negativa apresentava alternativa ou solução.

Vai deixar a CM Porto após as eleições Autárquicas 2013, e que melhor maneira de sair – confirmando tudo o que escrevi sobre ele – do que deixando “um saldo positivo na Câmara do Porto“, uma “dívida da autarquia não chega aos 5% do orçamento“, um “prazo de pagamento a fornecedores nos 40 dias“, Isto depois de ter dispensado “a linha de crédito para ajudar as autarquias a saldar as dívidas“.

Mas naturalmente que a maioria do povo português não gosta. Acha Rio arrogante, altivo, cinzento, chato. E continua a preferir Mários Soares, Dias Loureiros, Isaltinos Morais, Josés Sócrates, Jorges Coelhos, Miguéis Relvas, Fátimas Felgueiras, Valentins Loureiros, e afins. Pelo que não é de admirar que Portugal esteja nesta situação e,  pior do que isso, dela não vá sair a bem.


As “balizas” da comunicação “dita” social

27/09/2012

A propósito de Rui Rio ter dito que eram necessárias “balizas” para a comunicação social – ou comunicação “dita” social como ele uma vez lhe chamou, e com a qual concordo plenamente – logo vieram uns arautos da liberdade berrar e, obviamente, acenar com o 25 Abril (lá está o trauma) e a liberdade de expressão.

Curiosamente estes são os mesmos que berram também contra os despedimentos e os cortes nos salários/subsídios por, na sua opinião, serem anti-constitucionais. E o que é a Constituição senão uma “baliza”, um limite, uma restrição? As “balizas” já valem neste caso? Ou é só por se tratar do seu umbigo, do seu quintal?

Numa sociedade desenvolvida tem de haver “balizas”, limites, restrições, leis. Senão era uma Anarquia! Não uma Democracia! Eu sou adepto da liberdade mas não a confundo com libertinagem. E seria adepto da existência de poucos limites (apenas os essenciais) desde que houvesse bom senso e respeito pelo próximo.

O problema é que isso não existe. Muito menos na comunicação “dita” social, como tem estado bem à vista nos últimos anos. Que me desculpem os meus amigos jornalistas, aqueles que são bons (e raros hoje em dia) mas a liberdade de expressão e de informação não pode servir de desculpa para o que muitas vezes chega a ser “terrorismo mediático“.

Está à vista a falta de capacidade para se auto-regularem, e pior do que isso estão cada vez mais à vista as manobras por detrás dos orgãos da comunicação social para que estes sirvam como veículos ou armas, numa guerra de poder (seja ele político, empresarial ou corporativo).

Do que conheço de Rui Rio, e pelo que pude interpretar das suas palavras (não apenas das de ontem mas por exemplo das que escreveu no livro “Politica, in situ“), ele não pretende calar ninguém. Não pretende censura. Pretende, isso sim, regular e responsabilizar quando ultrapassados os limites da liberdade.

Sim, porque a liberdade de uns acaba exactamente onde começa a liberdade dos outros. Neste momento tudo é permitido, e a maioria da comunicação “dita” social nem sequer tem pejo de escrever ou dizer certas coisas, mesmo que todos saibamos que isso pretende obedecer a certos lobbys ou interesses.

E para além de muitas vezes serem tendenciosos, são também incompetentes e incendiários. Não informam, nem querem! A única coisa que sabem fazer (salvo raríssimas excepções) é chafurdar no infortúnio e na desgraça dos outros. “Quanto pior melhor“. E depois dissertar sobre o sound bite e a “espuma dos dias“.

Quanto a mim, e agora pensando nos jornalistas que prezo e aprecio, penso que até era bom para eles haver “balizas” e responsabilização. Isso afastaria da profissão os maus jornalistas, e aí eles evitavam generalizações e serem todos metidos no mesmo “saco”. Tal e qual como fazem com os políticos.


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