Recordar Sá Carneiro – as Legislativas 1979

04/12/2012

A 2 de Dezembro de 1979, realizavam-se eleições intercalares para a Assembleia da República.

O Governo de maioria relativa saído das eleições de 1976 não resistiria, tal como o Governo que lhe sucedeu, resultante de coligação parlamentar entre o PS e o CDS, num período particularmente difícil da economia portuguesa, que seria marcado pela intervenção do FMI.

O Presidente da República, Ramalho Eanes, nomearia de seguida Governos de iniciativa presidencial, liderados por Nobre da Costa (que não veria o seu programa aprovado pela Assembleia) e Mota Pinto. As sucessivas crises políticas culminariam na nomeação de um Governo de transição (com uma duração de 100 dias), conduzido por Maria de Lurdes Pintasilgo, com a responsabilidade de preparar as eleições intercalares.

O PPD, CDS e PPM, sob a liderança de Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Gonçalo Ribeiro Teles, associados a um grupo de reformadores (integrando nomeadamente Francisco Sousa Tavares e Medeiros Ferreira), constituíram a AD – Aliança Democrática, que, com um substancial acréscimo de votos, alcançaria a maioria absoluta no Parlamento com 128 deputados – aproveitando uma dinâmica de mudança, potenciada pela coligação, que proporcionou um avanço do domínio da direita de Norte para Sul.

O PS – penalizado pelos erros da sua governação e das contradições das suas políticas – sofria uma importante queda eleitoral, para apenas 27 %, com 74 mandatos.

Por seu lado, a APU – Aliança Povo Unido, coligação entre o PCP e o MDP/CDE, conseguiria subir a sua votação, aproximando-se dos 19 %, elegendo 47 deputados. A UDP continuava a manter um deputado na Assembleia da República.

Estas eleições ficariam também marcadas por uma ainda excepcional afluência às urnas (cerca de 83 %), passada a fase de maior entusiasmo pós-revolução, num momento crucial para a consolidação da democracia no país.

Preparando a formação de um Governo com um horizonte temporal limitado a cerca de 9 meses, Sá Carneiro definia como prioridades o controlo da inflação e do desemprego, a par do favorecimento do investimento privado, sem contudo pretender colocar em causa as nacionalizações.

AD – 2.554.458 (42,52%) – 121 deputados
PS – 1.642.136 (27,33%) – 74 deputados
APU – 1.129.322 (18,80%) – 47 deputados
PSD (Madeira e Açores) – 141.227 (2,35%) – 7 deputados
UDP – 130.842 (2,18%) – 1 deputado
PDC – 72.514 (1,21%)
PCTP/MRPP – 53.268 (0,89%)
UEDS – 43.325 (0,72%)
PSR – 36.978 (0,62%)
CDS – 23.523 (0,39%)
POUS – 12.713 (0,21%)
OCMLP – 3.433 (0,06%)

Inscritos – 7.249.346
Votantes – 6.007.453 – 82,87%
Abstenções – 1.241.893 – 17,13%

Anúncios

Francisco Sá Carneiro, um político insígne

04/12/2012

Há 32 anos atrás morria o PM de Portugal, Francisco Sá Carneiro, na queda do avião que o levaria a um comício no Porto no âmbito das eleições presidenciais. Infelizmente sou obrigado a acreditar de que não se tratou de um acidente. Foi sim algo premeditado, mas que se dirigia ao Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa.

Passadas mais de três décadas o processo prescreveu e já nada há a fazer para castigar os hipotéticos criminosos. Infelizmente ainda há, neste país, forças ocultas que conseguem esconder, tanto os responsáveis que ainda estão vivos, como outros que já morreram (alguns deles não há muito anos).

Sá Carneiro foi um político insígne em Portugal. Foi uma referência não só como político mas também como líder e como homem. Era íntegro no verdadeiro sentido da palavra. Tinha um comportamento ética e moralmente correcto, era decente, sério, vertical e honrado.

O fundador e primeiro líder do PSD era um político implacável. Frontal, responsável e com sentido de Estado. Foi eleito deputado á Assembleia Nacional anos antes de 74 e lá lutou, ás claras, pela liberdade e pela igualdade. Não se escondeu. Deu a cara pelos valores e ideais em que acreditava.

Depois do 25 Abril 74 fundou o PPD e contra todas as expectativas teve um sucesso assinalável. As pessoas chegavam à sede e pediam para se inscrever no “partido do Sá Carneiro”. A adesão foi massiva e rápida. O seu trabalho foi reconhecido pelo povo em 79 quando foi eleito Primeiro-Ministro.

Sá Carneiro livrou Portugal de uma hipotética ditadura militaro-comunista e pugnou sempre pelos valores da liberdade, igualdade e solidariedade. Foi amado e odiado, mas nunca ignorado ou desprezado. Foi sempre respeitado.

Não fosse a tragédia de há 32 anos atrás e por certo Portugal seria hoje um país diferente. Não tenho dúvidas. No entanto, a sua convicção, a sua acção e a sua forma de estar foram suficientes para mudar definitivamente o rumo de Portugal.


Francisco Sá Carneiro, um político insígne

04/12/2011

Há 31 anos atrás morria o PM de Portugal, Francisco Sá Carneiro, na queda do avião que o levaria a um comício no Porto no âmbito das eleições presidenciais. Infelizmente sou obrigado a acreditar de que não se tratou de um acidente. Foi sim algo premeditado, mas que se dirigia ao Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa.

Passadas três décadas o processo prescreveu e já nada há a fazer para castigar os hipotéticos culpados. Infelizmente ainda há, neste país, forças ocultas (que têm poder, apesar de não aparentar) que conseguem esconder, tanto os responsáveis que ainda estão vivos, como outros que já morreram (alguns recentemente).

Sá Carneiro foi um político insigne em Portugal. Foi uma referência não só como político mas também como líder e como homem. Era íntegro no verdadeiro sentido da palavra. Tinha um comportamento ética e moralmente correcto, era decente, sério, vertical e honrado.

O fundador e primeiro líder do PSD era um político implacável. Frontal, responsável e com sentido de Estado. Foi eleito deputado á Assembleia Nacional anos antes de 74 e lá lutou, ás claras (ao contrário de outros), pela liberdade e pela igualdade. Não se escondeu. Deu a cara pelos valores e ideais em que acreditava.

Depois do 25 Abril 74 fundou o PPD e contra todas as expectativas teve um sucesso assinalável. As pessoas chegavam à sede e pediam para se inscrever no “partido do Sá Carneiro”. A adesão foi massiva e rápida. O seu trabalho foi reconhecido pelo povo em 79 quando foi eleito Primeiro-Ministro.

Sá Carneiro livrou Portugal de uma hipotética ditadura militaro-comunista e pugnou sempre pelos valores da liberdade, igualdade e solidariedade. Foi amado e odiado, mas nunca ignorado ou desprezado. Foi sempre respeitado.

Não fosse a tragédia de há 31 anos atrás e por certo Portugal seria hoje um país diferente. Não tenho dúvidas de que Sá Carneiro teria feito o mandato de 80 a 84 e também outro de 84 a 88. Portugal seria hoje, com toda a certeza, um país diferente.


Sá Carneiro, um político insigne

04/12/2010

Há 30 anos atrás morria o PM de Portugal, Francisco Carneiro, na queda do avião que o levaria a um comício no Porto no âmbito das eleições presidenciais. Infelizmente sou obrigado a acreditar de que não se tratou de um acidente, mas sim de algo premeditado, mas que se dirigia ao Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa.

Passadas três décadas o processo prescreveu e já nada há a fazer para castigar os culpados. Infelizmente ainda há, neste país, forças ocultas (que têm poder, apesar de não aparentar) que conseguem esconder, tanto os responsáveis que ainda estão vivos, como outros que já morreram (alguns recentemente).

De qualquer maneira, todos os anos por esta altura, se volta a falar da abertura de mais uma CPI para apurar a verdade. E quem fala nisto? São sempre os mesmos, que ao invés de querer esclarecer, procuram explorar a situação e daí tirar partido (na venda de livros e afins).

Sá Carneiro foi um político insigne em Portugal. Foi uma referência não só como político mas também como líder e como homem. Era íntegro no verdadeiro sentido da palavra. Tinha um comportamento ética e moralmente correcto, era decente, sério, vertical e honrado.

O fundador e primeiro líder do PSD era um político implacável. Frontal, responsável e com sentido de Estado. Foi eleito deputado á Assembleia Nacional anos antes de 74 e lá lutou, ás claras (ao contrário de outros), pela liberdade e pela igualdade. Não se escondeu. Deu a cara pelos valores e ideais em que acreditava.

Depois do 25 Abril 74 fundou o PPD e contra todas as expectativas teve um sucesso assinalável. As pessoas chegavam à sede e pediam para se inscrever no “partido do Sá Carneiro”. A adesão foi massiva e rápida. O seu trabalho foi reconhecido pelo povo em 79 quando foi eleito Primeiro-Ministro.

Sá Carneiro livrou Portugal de uma hipotética ditadura militaro-comunista e pugnou sempre pelos valores da liberdade, igualdade e solidariedade. Foi amado e odiado, mas nunca ignorado ou desprezado. Foi sempre respeitado.

Não fosse a tragédia de há 30 anos atrás e por certo Portugal seria hoje um país diferente. Não tenho dúvidas de que Sá Carneiro teria feito o mandato de 79 a 83 e também outro de 83 a 87.


%d bloggers like this: