Autárquicas 2017: Campanha pela positiva em Santo Tirso

10/04/2017

O novo site de candidatura da coligação Por Todos Nós à C.M. Santo Tirso foi lançado. Curiosamente tem o nome da candidata (andreianeto.pt) e não do projecto político. Um pormenor, bem sei. Mas que diz bem da natureza da candidatura – um projecto mais pessoal e de poder, do que político e de serviço.

Uma das áreas de destaque do site tem vídeos curtos, onde alguns dos apoiantes da candidatura deixam a sua mensagem de apoio. Um deles, figura central na coligação, é o meu caro amigo Ricardo Rossi. Partilho o vídeo aqui…

É curioso que o acordo da coligação Por Todos Nós, que está publicado no site, diz no seu ponto número 6 “A coligação POR TODOS NÓS garante que fará uma campanha pela positiva e com autenticidade de proximidade com cada pessoa do Concelho. Queremos que a nossa campanha seja um exemplo da forma como atuaremos na Câmara, ou seja com transparência e verdade“.

Ora bem, sendo assim começam mal. No discurso de apresentação da candidatura, Andreia Neto insinuou que o PS e Joaquim Couto se aproveitam de dinheiro público em proveito próprio, e que era preciso acabar com isso. Agora, é o Ricardo Rossi que vem insinuar que o PS e Joaquim Couto são velhos e trazem desgraça, terminando com um claro “já basta de PS“.

Eu gostaria imenso de ver a promessa cumprida, com uma campanha pela positiva. Onde candidatos e suas equipas apresentassem uma estratégia, um rumo, um plano, um conjunto de ideias. Ao invés de insultarem e atacarem (pessoal e politicamente) os adversários. Maquiavel, no seu livro “O Príncipe” dizia que há duas formas de fazer política: dizer bem de si, ou mal do adversário. Só os que não têm o que dizer bem de si, falam mal dos outros.

Actualização (11 Abril 2017): Pouco depois de ter publicado este post, o vídeo do Ricardo Rossi foi removido do YouTube, e curiosamente toda a secção de vídeos com mensagens de apoio foi também removida do site de candidatura. Parece-me que é revelador.

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Mentes brilhantes em Santo Tirso

19/01/2015

A CMST decidiu lançar este ano o que chamou de Orçamento Participativo Jovem (OPJ) com um valor de 120.000€. O objectivo era “reforçar a democracia” chamando os jovens a “participar ativamente no processo de escolha de projetos para o Município“. Pedia-se que os contributos fossem de encontro “necessidades e expectativas” dos jovens do concelho com idades entre os 12 e os 30 anos.

Segundo a CMST, a participação foi um sucesso. Envolveram-se cerca de 150 jovens que apresentaram um total de 21 propostas. Essas seriam analisadas e avaliadas pelo Presidente da CMST – Joaquim Couto – e por uma Comissão Técnica de Apoio e Análise (belo nome à portuguesa), constituída pelo Vereador da Juventude – o meu amigo José Pedro Machado – e 3 técnicos municipais.

Aceitavam-se propostas em várias áreas. Urbanismo, Espaços Verdes, Ambiente, Energia, Mobilidade, Turismo, Comércio, Economia, Educação, Juventude, Desporto, Acção Social, Cultura. Das 21 propostas foram seleccionadas 3 para avaliação final. Li em notícia José Pedro Machado a dizer que na CMST ficaram “muito satisfeitos sob o ponto de vista da qualidade das propostas apresentadas“.

As minhas expectativas eram altíssimas. Sempre achei os orçamentos participativos iniciativas interessantes, que em outras cidades do mundo resultaram em belíssimas contribuições, que agradaram e beneficiaram não só os residentes mas também os visitantes. Ideias que vieram a contribuir para uma melhor qualidade de vida, e para o desenvolvimento dos cidadãos e da sociedade.

Ora a surpresa foi enorme quando me dei conta que as 3 propostas finalistas eram:

a) A criação de uma Horta Urbana.
b) A construção de um Indoor Radical Park.
c) A organização de um Festival Rio Fest 2015.

Se estas foram as finalistas, imagino as outras 18. Foi isto que as jovens mentes brilhantes Tirsenses que participaram no OPJ conseguiram apresentar. Belas e originais ideias que beneficiam… em nada!… um concelho cizento e moribundo, atacado pelo desemprego e pela desertificação.

Fico decepcionado, mas esclarecido, ao saber que as necessidades dos jovens do concelho (pelo menos daqueles 150) se prendem com festivais e parques radicais, e que as expectativas para um futuro melhor estejam numa horta urbana.

Também tenho pena que os muitos jovens capazes de ter ideias realmente inovadoras (e eu sei que os há em Santo Tirso) não tenham sido atraídos a participar neste OPJ. E que o meu caro amigo José Pedro Machado considere estas propostas com qualidade.

De resto, e caso interesse a alguém, a proposta que ganhou foi a Horta Urbana, que a CMST vai construir (gastando 90.000€) nas traseiras da Fábrica de Santo Thyrso.


#Autárquicas2013 O pior resultado de sempre do PSD

30/09/2013

Entre ontem e hoje, depois de se saberem os resultados das Autárquicas 2013 em Santo Tirso, este blogue recebeu milhares de visitas (ultrapassando mesmo as 140.000 visitas totais). Percebo porquê. Depois do que escrevi nos últimos 4 anos acerca destas eleições, há muito quem gostasse de ver a minha reacção.

Vamos aos factos e aos números, porque esses não deixam mentir nem dão espaço a interpretações enviesadas…

O PS venceu com 18.000 votos, elegendo Joaquim Couto como Presidente da CMST. O PSD teve 13.000 votos. A diferença entre os dois partidos foi de cerca de 5.000 votos. Diferença essa que em 2009 (João Abreu) tinha sido de 2.700 votos, em 2005 (João Abreu) de 2.300 votos e em 2001 (David Assoreira) de 3.300 votos.

Em termos de percentagem, o PS teve 45% deixando o PSD a 13% de diferença com 32%. Em 2009 o PS teve 48% deixando o PSD a 7% com 41%. Em 2005 o PS obteve 48% e o PSD conseguiu 43% ficando apenas a 5%. Em 2001 o PS obteve os mesmos 48%, tendo o PSD obtido 40% dos votos e ficando a 8%.

É, portanto, mais do que evidente que o PSD Santo Tirso teve o pior resultado de sempre, desde que Santo Tirso tem a actual configuração (nas Autárquicas 1997 a Trofa ainda fazia parte do concelho). Foi uma derrota pesadíssima para um partido que vinha claramente recuperando eleitorado nas últimas três eleições.

E a derrota torna-se histórica quando o PSD Santo Tirso perde a Junta de Freguesia de Além Rio (onde detinha Lama e Sequeirô, duas das quatro freguesias da união), a Junta de Freguesia de Campo (onde detinha S. Martinho, que é maior do que as outras duas freguesias da união) e a Junta de Santo Tirso (onde detinha Santo Tirso, que tem o dobro do tamanho das outras três freguesias da união).

E quanto a esta última, mais surpreendente ainda é. Já que José Pedro Miranda era considerado o mais carismático candidato do PSD, admirado por toda a gente, e visto até como o ideal candidato à presidência da CMST (nestas e nas próximas eleições). Pode-se ter queimado aqui uma excelente opção para 2017.

Naturalmente que o responsável máximo por esta hecatombe, este desastre do PSD Santo Tirso, é o seu presidente Alírio Canceles. Já dou de barato a forma como ele conseguiu chegar ao lugar que lhe permitiu liderar todo o processo eleitoral. Sobre isso já escrevi demasiado neste blogue, para quem quis ouvir.

Constato apenas o seguinte: Alírio teve exactamente aquilo que se dizia que anteriores candidatos não tiveram. Teve o partido à sua disposição, teve o lugar de destaque na vereação, teve 4 anos para trabalhar, teve o apoio da maioria dos militantes activos, teve o suporte da Distrital do PSD. E perdeu redondamente!

Não vou perder mais tempo a falar da sua falta de qualidades e condições para ser candidato a presidente da CMST. Sobre isso já escrevi demasiado aqui para quem quis ouvir. Os resultados vieram comprovar: Alírio Canceles não serve. Não o quiseram na sua terra (Lamelas) nem o querem aqui.

Se ainda tem alguma réstia de dignidade – o que sinceramente eu duvido muito – Alírio deveria desaparecer do mapa político durante muito tempo. E é para não dizer, para sempre! Ele fez muito mal ao PSD e também a Santo Tirso (porque fez os Tirsenses perderem uma oportunidade de ouro para mudar de rumo).

Estou convencido que não o fará. Muito ao jeito do que se vê hoje em políticos profissionais – os tais que ele gosta muito de imitar – vai antes dizer “vou andar por aí”. Vai novamente imitar José Sócrates, e ao invés de respeitar um “período de nojo” (que é o mínimo que se exige) vai andar a “meter nojo”.


#Autárquicas2013 Dia de reflexão em Santo Tirso

28/09/2013

Amanhã é dia de eleições. As Autárquicas 2013. Hoje é dia de reflexão. Vou portanto reflectir. Em voz alta se me dão licença, tal como fiz ao longo dos últimos 4 anos neste blogue.

Escrevi muito sobre estas eleições. Fi-lo porque tinha a certeza de que poderiam ser finalmente um ponto de viragem para Santo Tirso. Depois de 30 anos a ser governado pelo mesmo partido, o PS.

Santo Tirso tinha a oportunidade de mudar. E a responsabilidade dessa mudança tinha que cair maioriatária e obrigatóriamente sobre o maior partido da oposição, o PSD – onde sou militante.

Infelizmente o PSD Santo Tirso – os seus dirigentes – não é capaz de arcar com essa responsabilidade e de proceder a essa mudança. E não é, porque é um partido muito doente.

A primeira doença dos dirigentes do PSD Santo Tirso chama-se “Complexo de Inferioridade“. Esta patologia advém do facto de terem preconceitos. Sejam eles de ordem económica, social ou cultural.

Ela leva a que se tornem agressivos e repulsivos em relação áqueles que mostram ter mais capacidades e melhores condições. Ostracizando e afastando-os com medo de serem ultrapassados.

A segunda doença dos dirigentes do PSD Santo Tirso chama-se “Efeito de Dunning-Kruger“. Esta patologia é um desvio cognitivo que leva indivíduos incompetentes a sofrer de uma superioridade ilusória.

Ou seja, tendem a avaliar excessivamente as suas capacidades e a não reconhecer as suas verdadeiras incapacidades, ao mesmo tempo que ignoram as genuínas capacidades dos outros.

A terceira doença dos dirigentes do PSD Santo Tirso chama-se “Despotismo” (ou tirania). Esta patologia é, a meu ver, consequência das duas anteriores. Os mais fracos tendem a impor-se pela força.

O melhor, mais evidente e mais recente sinal desta patologia foi a auto-nomeação de Alírio Canceles – o querido líder – para candidato à CM Santo Tirso. Aclamada em júbilo pelos fiéis seguidores.

Mas desenganem-se aqueles que pensam que esta doença é recente. O PSD Santo Tirso sofre destas patologias há décadas. De Alírio Canceles a Gonçalves Afonso (que naturalmente aparece agora a aplaudir Alírio).

Praticamente todas as direcções do PSD Santo Tirso nos últimos 30 anos afastaram de si os melhores e mais capazes Tirsenses. Estando o resultado evidentemente à vista. A cada eleição, a derrota.

E desenganem-se também aqueles que pensam que em breve isto vai mudar.  Que vai aparecer o messias (ex. José Pedro Miranda). Vem aí mais do mesmo. Seguidores de Alírio já se posicionam.

Durante 4 anos denunciei aqui, neste blogue, o plano pessoal de assalto ao Poder de Alírio Canceles. Um homem arrogante, inepto e inapto politicamente. Incompetente, inculto e ignorante.

Um homem sobranceiro, insolente, sem carácter, sem personalidade e intlectualmente desonesto. Um homem sem visão, sem exemplo. Insensato, imprudente e grosseiro.

O PSD Santo Tirso não quis ouvir e deixou isto acontecer. Acabou por mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois agora besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro.

Post Scriptum – Muitos perguntam porque critico o “meu” PSD e não olho para o PS. A esses recordo a sabedoria popular. Que moral tenho eu de falar dos de fora, sem olhar para a minha própria casa.


Vota Alírio Canceles, para um Santo Tirso com futuro

26/09/2013

Estive a ler com atenção as propostas com que Alírio Canceles se apresenta nas próximas eleições Autárquicas 2013. Todas elas foram publicadas na página oficial da candidatura no Facebook – já que a apenas poucos dias das eleições o site da candidatura aliriocanceles.pt continua off-line. Existem 12 tipos de propostas, que passarei a apresentar e comentar.

Mais despesa

Quando não se sabe para mais, e não se faz a mínima ideia do que é a política, faz-se o mesmo que os outros fazem. Alírio faz as mesmas promessas de sempre, que se vêem replicadas em todos os concelhos, por todos os candidatos. Gente para quem fazer política é gastar dinheiro. Promessas que apenas acrescentam mais despesa, numa Câmara e num País já de si na bancarrota.

– Reduzir as taxas e os impostos
– Congelar as tarifas da água
– Manter os apoios ao movimento associativo
– Construir mais pavilhões e piscinas
– Construir infraestruturas de água e saneamento

Emprego para os amigos

Numa altura em que se tenta reduzir recursos e fechar entidades – por necessidade de reformar o aparelho de Estado e por imposição do memorando da Troika – Alírio propõe-se a criar 9 novas entidades!! Entidades essas que, como bem sabemos, não acrescentarão absolutamente nada, e a única coisa para que servirão é para dar ocupação aos amigos.

– Criar o Conselho Municipal da Educação e Formação
– Criar agência para a promoção da actividade económica, investimento e empreendedorismo
– Criar um gabinete de apoio à criação de empresas
– Criar uma estrutura para gerir o campeonato concelhio de futebol
– Instituir o Conselho Municipal para a Promoção da Coesão Social
– Criar o Gabinete Técnico Social
– Instituir o Conselho Municipal da Juventude
– Criar um Gabinete Técnico para Atendimento e Aconselhamento ao Jovem
– Criar a Rede Municipal de Operadores Turísticos

Solidariedade bacoca

Num país onde o povo gosta que o Estado resolva tudo, fica sempre bem em campanha – e ajuda a ganhar uns votos – confundir Política com Acção Social. Vai daí Alírio propõe-se substituir as instituições de Solidariedade e Acção Social do concelho (que todos os dias dão provas da sua valia) e distribuir caridadezinha. O que deveria fazer era deixar a Solidariedade para quem sabe lidar com ela, e focar-se em criar condições para que as famílias não precisem dela.

– Disponibilizar gratuitamente livros e manuais escolares ao ensino básico
– Implementar a 2a refeição quente (Jantar)
– Instalar um Centro de Dia no Vale do Leça

Idiota: quem (não) tem ideias

Não é de agora. Há já muito que víamos Alírio a propor na vereação da CMST a implementação de “Concursos de ideias“. Talvez por ele não ter nenhumas, queira tentar empoleirar-se na criatividade e talento de outros. A verdade é que os concursos são tão bons, bem organizados e atractivos, que dali não sai nadinha.

– Promover concurso de ideias junto dos alunos do 12. ano
– Instituir concursos de ideias para projectos inovadores de agricultura e agro-turismo
– Promover concursos de ideias para projectos inovadores de base tecnológica e industrias criativas
– Lançar concurso de ideias para animação de espaços públicos

Wishfull thinking

Algo que os políticos profissionais fazem habitualmente. Frases muito bonitas e genéricas que ficam sempre bem, mas que não dizem nada de concreto. Dizem o que querem atingir, mas não esclarecem como o vão concretizar. Falar é fácil. Alírio é tipo Miss Mundo. Diz que quer a paz e vai fazer tudo para acabar com a fome no Mundo. Se lhe perguntarem como não sabe responder, mas entretanto já ficou bem na fotografia.

– Captar, fixar e estimular investimento em sectores de actividade com elevado índice de empregabilidade
– Fixar micro e médios projectos de investimento em empresas de base tecnológica com elevado potencial de crescimento
– Colocar Santo Tirso na rota do turismo regional, nacional e internacional
– Reunir informação sobre participação, associativismo e oferta desportiva
– Estabelecer uma relação de proximidade e de cooperação com o Hospital, com o ACES e a Delegação de Saúde
– Atraír um pólo universitário e de investigação
– Desenvolver esforços para acrescentar outros serviços ao Hospital

Juventude precária

As bolsas de estudo são muito famosas por esse país fora. Fica bem e é mais uma maneira de “comprar” votos. Mas quem pode criticar? Estamos a estimular os jovens. Pois, sim, claro. E depois do mérito escolar e desportivo (na escola ou clube concelhio sem condições para se desenvolver) é colocá-los em estágios do IEFP. Empregos precários tipo os do Call Centre da PT que Alírio tanto criticou.

– Criar uma bolsa desportiva para atletas
– Atribuir bolsas de estudo e prémios de mérito escolar
– Promover, em conjunto com o IEFP, 50 estágios por ano para jovens

À boleia de Castro Fernandes

Na política a hipocrisia e a falta de vergonha são duas características chave para quem quer vingar. E disso não falta a Alírio. Depois de tanto criticar o que foi feito por Castro Fernandes, tem o descaramento de se empoleirar e ir à boleia de muitas das suas criações. Se ele for presidente estes eventos já não são auto-promoção, são marcas de Santo Tirso.

– Manter e ampliar a Universidade Sénior
– Manter o Passeio Anual Sénior
– Promover a marca Santo Tirso ConVida
– Apostar mais no Festival de Guitarra e no A Poesia Está na Rua
– Potenciar o Museu de Escultura Contemporanea ao Ar Livre

Cartas para “inlgês ver”

Nunca percebi para que servem as Cartas. E o que são elas na realidade? São programas? São regulamentos? São estatutos? São estratégias? A verdade é que estas famosas cartas – e elas existem para todos os gostos – são apenas e só para “inlgês ver”. Não servem para absolutamente nada. Poucos conhecem o seu conteúdo, e dos que conhecem ninguém respeita.

– Reformular a Carta Educativa Local
– Criar a Carta Desportiva Municipal
– Criar a Carta Cultural de Santo Tirso
– Elaborar a Carta Social de Santo Tirso

Planos de intenção e Projectos de gaveta

Planos, Programas e Projectos. Medidas concretas? Zero! É tudo planos de intenções e projectos que nunca chegarão a ver a luz do dia. Coisas que – estamos fartos de saber – ficam na gaveta ou caem no insucesso completo. Claro que podem ser “recuperados” quando convier, para dizer que se está a trabalhar nisso. Entretanto servem para Alírio encher o seu programa eleitoral e agitar a imaginação fértil do eleitorado.

– Lançar um plano de requalificação das vias intra e entre freguesias
– Lançar um plano de ordenamento do território
– Conceber um plano de regeneração, requalificação e valorização de espaços urbanos
– Lançar roteiro do património arquitectónico
– Promover o projecto “empresas de sucesso” que distinguirá empresas em cerimónia pública
– Criar o programa “Correr com…” para promover o atletismo nas escolas
– Lançar o programa “Envelhecimento Activo”
– Lançar o programa Internet para Todos
– Implementar a Colónia de Férias Sénior
– Lançar o cartão Família Numerosa

O habitual

Castro Fernandes utilizou estas promessas em todas as campanhas eleitorais. Tipo Sporting CP no futebol: este ano é que é, vamos mesmo resolver estes cancros do concelho. Alírio criticou até à exaustão. Agora apresenta, sem qualquer tipo de pudor, as mesmas promessas de há anos, que ninguém cumpre nem vai cumprir.

– Transferir a feira semanal para um local mais adequado
– Redesenhar a rede de transportes públicos
– Recuperar o projecto do parque de estacionamento no Largo da Feira
– Recuperar o Cine-Teatro

Papas e bolos

Alírio canceles propõe-se a manter, recuperar e instituir novos eventos. Daqueles onde o Presidente e a sua pandilha se pavoneiam e auto-promovem. Galas onde o presidente possa aparecer a dar prémios e diplomas. Feiras para continuar a distrair e divertir o o povo (enquanto as empresas convidadas a fazer parte acumulam prejuízos). Festas e Concertos à borla (tipo Tony Carreira e afins). Afinal já diz o ditado: com papas e bolos… se enganam os tolos.

– Recuperar a feira das tasquinhas
– Instituir a Gala anual do Desporto Concelhio

E é isto, o grande plano de Alírio Canceles para colocar Santo Tirso na rota do futuro. Um futuro muito negro.

Medidas concretas? As mesmas de sempre sobre as quais já conhecemos a (in)eficácia: Taxas, Impostos, Água, Saneamento, mais Pavilhões e Piscinas.

Quanto ao resto? Zero! Muitas coisas politicamente correctas, vazias de conteúdo, pouco ou nada tangíveis. Promessas vagas, indefinidas, indeterminadas.

Promete-se tudo e quando se chega lá vai-se gerindo o dia-a-dia, usando recursos públicos para alimentar a “máquina”, com o único objectivo de se manter no poleiro.

Ou seja, o habitual. Aquilo que temos vindo a ouvir dos políticos – nomeadamente dos autarcas – nos últimos 20 anos, e que nos trouxe até aqui… ao fundo do buraco.

Quem votar nestes senhores, está a continuar a cavar ainda mais fundo. Está a ser conivente com esta gente incompetente, sem ética nem moral, sem carácter e intelectualmente desonesta. Que irá afundar ainda mais o concelho, a região e o país.


#Autárquicas2013 Alírio “compra” apoios

27/08/2013

Mais uma polémica à volta dos métodos usados por Alírio Canceles – candidato da coligação PSD/PPM – para se (auto) promover nesta pré-campanha, que vem demonstrando o desespero do auto-nomeado candidato à CM Santo Tirso.

Depois dos comentários anónimos ou com identidades falsas em blogues (como por exemplo neste); Depois de perfis falsos e páginas anónimas no Facebook; Depois de jornais online e outros websites anónimos, supostamente independentes… Aparecem agora os “Likes” na página oficial da candidatura no Facebook.

Alguém atento e mais interessado resolveu verificar quem eram as centenas de pessoas que faziam “Like” nos posts que a candidatura de Alírio publicava na rede social. Acontece que a maioria desses “Likes” eram de gente com nomes esquisitos (estrangeiros).

A polémica instalou-se e já muitos abordaram o tema em pleno Facebook, questionando a candidatura. É simples! O Facebook deixa qualquer pessoa “Promover” os seus posts, cobrando e ganhando dinheiro com isso. Não é ilegal, é simples. A pessoa paga e os seus posts são enviados para a rede.

A vantagem é apenas uma. Quando publicamos um post, ele vai-se perdendo na timeline ao longo do tempo. Mas se muita gente for comentando e colocando “Like”, esse post vai-se mantendo à tona, aparecendo mais vezes na timeline dos nossos contactos e dos seus amigos.

Claro que muita (ou mesmo toda) gente que colocou “Like” nos posts da candidatura nem sequer percebe português, muito menos conhece Portugal, Santo Tirso, o PSD ou Alírio. Muitos estarão na Coreia, Malásia ou Vietname.

Nada disto é ilegal. Mas é ético? É correcto? Principalmente ao sabermos que se trata de uma campanha eleitoral? Será isto comparável a comprar votos? Tentanto influenciar outras pessoas pela quantidade de “Likes” (apoios) que se tem?

Uma coisa é certa. Os métodos de Alírio e da sua entourage neste processo eleitoral – desde o esquema montado para a sua auto-nomeação, até à actual pré-campanha – demonstram bem o carácter (ou a falta dele), a (des)honestidade e forma de trabalhar desta gente.

É isto que os Tirsenses querem à frente da CM Santo Tirso? Não foi este tipo de maneira de estar/agir que colocou o país no estado em que está?


Economia Tirsense – As Soluções (parte III)

17/08/2013

Infra-estruturas

Finalmente, é imprescindível oferecer condições infraestruturais adequadas à criação e expansão de empresas. Não se trata apenas de disponibilizar espaços de incubação de empresas mas também de ter open-spaces dedicados a office sharing proporcionando uma alternativa acessível e flexível para start-ups ou empresas que procuram um escritório longe da sede. Oferecendo também um ambiente mais dinâmico e colaborativo.

As infra-estruturas construídas não se podem cingir a edifícios mas devem conter espaços já delineados – ainda que eventualmente amovíveis – por sector ou área de negócio. É desejável também que essas infra-estruturas tenham já incluido salas de reuniões e auditórios, mobiliário de escritório, material informático (se necessário) e serviços como ligação à internet, logística, assistência técnica, assistência administrativa ou catering.

Naturalmente que tudo isto será mais viável e atractivo se forem também criadas as condições para que na envolvente ou no meio destas infra-estruturas, nasçam espaços verdes e zonas de lazer, cultura, desporto, alimentação ou shopping. Sendo que o transporte exclusivo e directo (quiçá grátis ou low cost) para os mais próximos terminais ou hubs de transportes públicos torna  tudo mais apetecível.


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