Para haver equidade… Portagens no IC19

19/12/2011

Desde dia 8 Dezembro que estão em funcionamento portagens nas ex-SCUT A22 (Algarve), A23 (Beira Interior), A24 (Beira Alta e Trás-os-Montes) e A25 (Beira Litoral e Interior), que levantaram violentos protestos de (alguns) populares.

Sou por princípio apologista do princípio do utilizador-pagador. Aceito no entanto que haja excepções em certo tipo de situações. Como por exemplo em auto-estradas que servem zonas mais desertificadas do país (praticamente todo o interior).

Mas valores mais altos se levantam. Portugal está de tal forma endividado que não tem por onde fugir. A situação económica e financeira é de tal ordem que não se pode dar a luxos. E por mais que custe, há que taxar o que é supérfulo.

A correcção da asneira de PS/Guterres começou na zona mais afectada pela crise e pelo desemprego, o Norte do país. Portagens foram instituídas, e bem, na A4, A17, A28, A29, A41 e A42. Bufou-se, mas paga-se.

Muito se fala em equidade, de Norte a Sul e Ilhas, da Esquerda à Direita, de sector em sector. E por isso é com justiça que se vêem chegar as portagens às restantes SCUT. Mas não chega. Ainda há mais para taxar.

O IC19 vai de Sintra a Lisboa, e todos os dias suporta cerca de 100.000 automóveis. É provavelmente a estrada mais congestionada do país, com mais acidentes e trânsito mais intenso. Porque não taxar este percurso?

Dirão que não é uma auto-estrada e não pode ser taxada. Eu respondo que tem 3 faixas em permanência e 4 faixas em alguns troços. Dirão que milhares o utilizam para ir trabalhar. Eu sugiro que usem transportes públicos.

Ao taxar o IC19 com portagens gerava-se receita para os cofres do Estado. Também para isso contribuia o aumento da utilização de transportes públicos. Diminuia-se a poluição (dos gases de escape) e também a dependência do petróleo.


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