Rui Gomes da Silva, o protótipo da “elite” tuga

16/05/2014

rgs

Na minha opinião isto demonstra bem a estatura intelectual desta personagem.

Alguém que chegou a Ministro de Portugal, provando também assim o nível da política e dos políticos. Algo que tem como consequência a situação dramática actual do país.

Foi este senhor, também, um dos responsáveis pela queda de um governo de maioria (em 2004). Apenas mais uma das facadas no regime democrático português.

Eu, como português, sinto-me envergonhado quando vejo estas pessoas etiquetadas de “elite” do meu país.

Eu, se fosse adepto do Benfica, sentir-me ia envergonhado ao ver gente com tal responsabilidade dar tão mau exemplo e instigar o ódio no desporto desta forma.

Ódio esse que frequentemente termina em violência. Da qual o exemplo máximo são as mortes de adeptos em espaços desportivos.

Mas o que interessa isso a esta gente? Nada. Eles estão apenas preocupados em manter esta “imagem” que lhes permite ganhar dinheiro como comentadores, dirigentes e políticos influentes.

Anúncios

Eu, Portista, quero Benfica Campeão

24/05/2012

Esqueçam Eusébio e os Magriços. Esqueçam Cristiano Ronaldo ou José Mourinho. Esqueçam o país dos 3 “F”. Acabou o “Fátima, Futebol e Fado”. O novo desporto-rei em Portugal é o Basquetebol.

Ontem, como que por milagre, o Basquetebol passou de “modalidade amadora” e sem qualquer tipo de interesse a “ócio do povo”. Foi trend em todas as redes sociais e meios de comunicação social.

Para isso bastou a conjugação de dois factores: 1) O SL Benfica teve uma época futebolística péssima; 2) O SL Benfica venceu o FC Porto, num jogo de Basquetebol disputado em casa dos portistas.

Eu, que me interesso pela modalidade (aliás, por todas), passei o dia a pensar o que fazer para acompanhar o jogo, em Londres. Já que não ia ser televisionado, nem existem livescores de Basquetebol.

Qual não foi a minha surpresa, no twitter, havia gente a “relatar” ao minuto. Muitos passaram meses sem sequer tweetar sobre futebol (não dava jeito) mas ontem lá estavam a acompanhar o Basquetebol.

Depois no final veio a habitual (in)coerência. Os mesmos que, ainda nem há um ano atrás, branquearam a falta de fair play do Benfica, estavam indignadíssimos com o que se passou no final do jogo.

Pelos vistos um grupo de imbecis adeptos do FC Porto, não souberam perder e armaram distúrbios. Lamentável! Tão lamentável quanto os insultos, as agressões, a luz apagada e a rega ligada.

Mas gosto de ver as coisas pela positiva. E se é isto que é preciso para que as modalidades tenham a atenção e o mediatismo que merecem, então quero que para o ano o Benfica seja Campeão de Voleibol.


Benfica vs Man Unaite… Jesus tinha razão

15/09/2011

Depois de ver o jogo de ontem tenho de reconhecer que Jorge Jesus, esse génio do futebol, tinha razão. Este Manchesta Unaite, perdão Manchester United, é o mais forte de sempre.

Ontem, quando ouvi essas declarações do treinador do clube de Lisboa, cheguei mesmo a gozar. Perguntei se Jesus não conhecia aquela equipa do final dos anos 90, que foi Campeã da Europa.

Publiquei o tweet irónico “Terão Schmeichel, Irwin, Johnssen, Stam, Neville, Giggs, Beckham, Yorke, Cole… jogado no Salgueiros?” Mas tenho de reconhecer, o 11 de ontem era muito mais forte.

Sir Alex Fergusson foi finório. Deu 8 ao Arsenal com as reservas para enganar, e depois veio à Luz com os titulares. Mas Jorge Jesus é mais esperto e inteligente e não foi na conversa.

O empate é um espectacular resultado para o clube de Lisboa. É que este Man Utd era mesmo o mais forte de sempre. Qual Charlton, Beckham, Ronaldo e afins, o 11 usado ontem dava 15-0 ao Arsenal.


Benfica e Porto não merecem adeptos que têm

04/04/2011

Ontem, mais uma vez num jogo entre FC Porto e SL Benfica, houve violência e insultos. Voaram bolas de golfe, isqueiros e pedras. Explodiram petardos, houve pancadaria, vandalismo e detenções. Mesmo com medidas de segurança cada vez mais apertadas.

Como portista, fiquei envergonhado ao ouvir tanta barbaridade no final do jogo. Nos festejos passados (propositadamente) na comunicação “dita” social, só se ouviam insultos ao derrotado ao invés de se ouvirem vivas aos vencedores. Uma tristeza.

Isto não é desporto nem futebol. É um escape para as pessoas descarregarem as suas frustrações. Ninguém quer ver ou apreciar o jogo, querem apenas motivos para – à boleia do trabalho dos outros (atletas e técnicos) – serem superiores ao vizinho do lado.

Mas se na rua é mais complicado fazer algo, dentro dos recintos desportivos é facílimo, e só não se faz porque não se quer. Aplicar em Portugal as mesmas regras que se aplicam aos hooligans em Inglaterra, era meio caminho andado para acabar com isto.

A cambada de mentecaptos (empurrada pela sua imbecilidade e pelos incentivos dos dirigentes) que cria a desordem e o perigo público deveria ser castigada exemplarmente. Doutra forma esta “bola de neve” tomará proporções gigantes e imparáveis.


Benfica e Porto não merecem dirigentes que têm

04/04/2011

No futebol como na política os clubes foram “assaltados” por gente medíocre e sem qualquer tipo de nível ou estatura intelectual. Se dantes havia Jorges de Britos e Josés Roquettes (do FCP nem vale a pena falar), hoje só se vêem Filipes Vieiras e afins.

O que se passou ontem no Estádio da Luz foi demonstrativo da falta de classe, de respeito, de civismo e de bom senso que impera na actual direcção de uma das maiores instituições do país. Já para não falar no tão propalado fair play desportivo.

A atitude da direcção do SL Benfica não colocou apenas em causa a segurança de adeptos e polícia. Colocou em causa o próprio clube, que leva mais uma machadada na sua grandiosidade. Depois das finanças e dos resultados, é na ética e na moral.

Fartam-se de dizer que o SL Benfica é “grande”, mas como pode um clube com estas atitudes (que correram mundo) ser “grande”? Eu, que sou portista, acho que a instituição SL Benfica não merece ter uma direcção destas, que todos os dias a destrói mais um pouco.

Não basta ter estádios com muita capacidade ou uma lista extensa de sócios não pagantes. Não basta vender muitos jornais ou ter filiais em várias cidades. Para um clube desportivo ser grande é necessário que dê o exemplo, na hora de vencer ou perder.

Da mesma forma, os dirigentes do FC Porto não contibuem em nada para a grandiosidade do seu clube e do desporto quando, ao invés de abordarem sériamente estas questões, respondem com tom irónico, de gozo e de desdém. Não saber ganhar é um grande defeito.


Sobre a corrupção no futebol

29/11/2010

O futebol é um desporto e deveria ser tratado como tal. Infelizmente para quem gosta de futebol (do jogo em si) tornou-se num negócio muito próspero, onde falta regulação, e portanto é terreno fértil para actos ilícitos. É um negócio onde vale quase tudo, ainda que esteja supostamente sujeito às regras de mercado – consequência dos clubes serem agora empresas (SAD). Digo supostamente porque assistimos em Portugal, a episódios de clara violação das regras do mercado, sem que haja penalizações. Recentemente assistimos, por exemplo, ao anúncio da OPA ao Benfica por parte de Joe Berardo que apenas serviu para valorizar as acções do clube na bolsa de valores, e o que aconteceu? Nada! A CMVM e outras entidades reguladoras ficaram caladas e quietas.

A transformação do jogo em negócio, e da paixão em ganância, fez com que começasse a proliferar a corrupção na modalidade. Essa corrupção aparece encarnada em senhores vestidos de preto com apito na boca, denominados árbitros, a quem são pagas determinadas quantias para beneficiar este ou aquele clube. Esses senhores de preto deveriam ser como os juízes de direito, profissionais sérios e absolutamente independentes na sua actividade, porque só isso garantiria a sua isenção. Mas como, pelo contrário, eles dependem de orgãos que são controlados pelos clubes, é normal que coisas menos próprias aconteçam.

No futebol, tal como nos mercados sem regulação, a única lei existente acaba por ser a “lei do mais forte”. Esta lei determina que, quem tem mais dinheiro (para corromper) e mais poder (para ameaçar/mandar), é que controla e vence. Em Portugal é mais do que evidente que os 3 clubes grandes se sobrepõem aos outros pelo simples facto de terem mais dinheiro e mais poder. Isto é facilmente comprovado com alguns acontecimentos bem recentes: as prestações do Vitória SC e do SC Braga. Um adepto minimamente atento sabe que há 2 anos “tiraram” ao clube de Guimarães a possibilidade de se qualificar directamente para Champions League e na época passada “tiraram” a possibilidade aos Arsenalistas de lutar pelo título.

Note-se que estas são duas situações flagrantes e que, pela dimensão, podem ser mais facilmente identificadas pelo leitor. Mas o facto é que outras mais pequenas acontecem todos os fins-de-semana. Todas as santas jornadas há clubes “pequenos” que são prejudicados e injustiçados, sem que alguém responsável faça algo para repôr a verdade dos resultados, que os protagonistas desses clubes (com tanto esforço, dedicação, trabalho e mérito), conseguiram. Note-se que no caso do Vitória SC além de ter sido “roubado” dentro de portas, foi-o também na Europa do futebol (jogos com Basileia, clube suíço. Curiosamente país onde está sediada a sede da UEFA).

Tudo isto tem a conivência daqueles que, por princípio (à falta das entidades oficiais que para isso têm competência), deveriam fiscalizar: a comunicação social. Infelizmente, os jornais, TVs e rádios deste país, parecem ter um acordo pecaminoso com os 3 clubes grandes conseguindo com isso abafar os pedidos de socorro e as denúncias feitas pelos adeptos, jogadores, técnicos e dirigentes dos outros clubes. Honra seja feita a alguns orgãos de comunicação social que são a excepção – confirmando a regra – e dão voz (ainda que não com dimensão nacional) aos mais “pequenos”.

Também a maioria dos adeptos dos chamados 3 grandes (digo a maioria porque há gente de bem, como eu próprio que sou adepto do FC Porto) pactua com esta situação e nada diz ou faz. O egoísmo, a falta de respeito e de fair play, entre outros factores, faz com que esta gente se esteja a borrifar para a forma como o seu clube vence. Os fins justificam os meios, e por isso toca de votar em candidatos às direcções que possam, ser mais corruptos que o corrupto do lado. Vencer a qualquer custo é a palavra de ordem, mesmo sabendo que se atropelam todos e quaisquer princípios e valores de ética e moral.


Porque perdeu o SL Benfica

11/11/2010

Passados dias sobre o clássico FC Porto vs SL Benfica, as coisas já estão mais calmas e já se podem emitir opiniões mais ponderadas. Durante estes dias que se seguiram ao recital de futebol dado no Estádio do Dragão pelo FCP, milhões de palavras foram ditas e escritas. Como é hábito em Portugal, a maioria foi para apontar o que de negativo se fez ao invés de apontar o que houve de positivo.

Mais grave do que isso é ver que nem a imprensa desportiva parece ter conseguido ler o jogo tal como se exigia a alguém que se supõe ser entendedor da modalidade. Honra seja feita à excepção (que confirma a regra) que foi o Miguel Guedes, vocalista da banda Blind Zero e comentador no programa da RTP “Trio de Ataque” e da Antena 1 “Grandes Adeptos”.

É incrível ver como, no meio de tantos especialistas da bola – jornalistas, ex-treinadores, ex-jogadores, comentadores – não há ninguém que se interesse por, honestamente e com competência, analizar as incidências do jogo, das tácticas e dos desempenhos. O que importa (porque vende junto do povo estupidificado) é a acusação, a crítica destrutiva fácil e os casos.

Se querem ir aos erros de Jorge Jesus, e torná-lo bode expiatório da derrota, vão. Mas vão com seriedade. O erro não foi ter tentado travar o ponto forte (Hulk), mas não ter aproveitado o ponto fraco do FCP. Colocando Saviola em campo (em detrimento p.ex. de Salvio) o SLB poderia ter descontrolado o frágil Guarín, desiquilibrando o meio-campo do FCP ao nível defensivo e ofensivo.

Além disso, Saviola é móvel, rápido, criativo e não se dá às marcações (ao contrário de Kardec). Poderia assim, ter confundido os centrais do FCP, que estavam desapoiados devido a Sapunaro se encontrar ocupado com Coentrão, e Álvaro Pereira balanceado no ataque. Com Kardec no meio dos centrais, Salvio perdido, e o inconsistente Aimar no bolso do voluntarioso Guarín, sobrou apenas o pobre Coentrão.

O SLB não perdeu porque defendeu mal. Perdeu… 1º porque o FCP lhe é muito superior como colectivo; 2º porque o André Villas-Boas inovador e inteligente é superior ao Jorge Jesus retrógrado e tacanho; 3º porque, apenas com Coentrão, não tinha como atacar.


%d bloggers like this: