Empresas: Erros a evitar na criação do website

09/05/2012

Neste post eu dizia que “quando se cria uma Empresa já não se pensa só no espaço físico” mas “também em criar um website, e um perfil nas redes sociais“. Num outro post abordei a questão das redes sociais. Hoje falo sobre os websites.

Tal como na criação dos perfis das redes sociais, também na construção de um website é preciso saber o que se está a fazer. E não se pode cometer certo tipo de erros. Erros esses que custam a fuga de Clientes ou potenciais Clientes.

Já por várias vezes me aconteceu estar a navegar na procura de algum produto ou serviço, entrar num website de uma Empresa ou Instituição, e acabar por desistir aborrecido ou por não conseguir encontrar a informação pretendida.

Vejamos então alguns dos erros que as Empresas devem evitar cometer nos seus websites:

Compatibilidade: A utilização de browsers está hoje muito distribuida. Os Clientes usam Internet Explorer (25%), Chrome (25%), Firefox (20%), Safari (14%) ou outros. Pelo que o website da Empresa não deve ser exclusivamente compatível com apenas um deles.

Pop-ups: Talvez o 1° motivo pelo qual o Cliente imediatamente fecha o website. Além de serem chatos, e muitas vezes terem o botão “fechar” imperceptível, passam a imagem de que a Empresa está mais interessada em vender uma porcaria qualquer do que em querer servir o Cliente.

Anúncios móveis: São irritantes e perturbadores. Está o Cliente à procura de informação no website, e sempre que faz scroll-down, lá vem aquela porcaria de anúncio atrás. Ter isso no website até pode trazer alguma receita á Empresa, mas com toda a certeza lhe retira Clientes.

Música: Novamente irritante e perturbador, principalmente se não é o género de música que o Cliente aprecia. Se o Cliente vai ao site da sua Empresa, é por uma questão de negócio e não lazer. Se ele quiser ouvir música vai a um bar ou concerto, e não à página da sua Empresa.

Flash: Pode ser muito bonito e espectacular, mas demora eternidades a carregar. O Cliente tem pressa e nessa espaço de tempo já encontrou outro website concorrente. Ele precisa de informação, não de entretenimento. Aceitam-se excepções para Empresas especializadas na área.

Pesquisa: Nos dias que correm, o Cliente tem muito pouco tempo para perder num website. Por isso se a informação não está rapidamente acessível (pode acontecer, por haver muita) o melhor mesmo é colocar uma caixa de pesquisa num local bem visível e de fácil acesso.

Contactos: Uma outra coisa que, a par da caixa de pesquisa, por vezes não existe ou está escondida são os Contactos. Esta informação é fulcral, pelo que deve sempre existir e estar bem visível. Doutra forma, como quer a Empresa que o Cliente a encontre ou contacte?

Informação: A única razão pela qual um Cliente acede à página é para retirar informação. Sobre o que a Empresa oferece ou faz, a sua missão e valores, onde está situada, que referências tem. Se isso não está lá, mais vale ter só o nome nas Páginas Amarelas.

Formatação: Um fundo preto com letras brancas ou amarelo com letras azuis até provoca estrabismo. O tipo de letra, a justificação e o alinhamento da informação são também muito importantes, para que tudo seja muito claro e de fácil compreensão para o Cliente.

Redes sociais: Muitas Empresas têm aqueles botões importantíssimos do Twitter/Facebook. Mas quando o Cliente os clica, ao invés de eles os levarem à página da Empresa na rede social, são botões de partilha. O Cliente não quer partilhar a vosso website quer seguir-vos!


Redes Sociais: Conhecer o cliente

05/05/2012

Hoje, quando se cria uma empresa já não se pensa só no espaço físico, no hardware, etc. Pensa-se também em criar um website, e um perfil nas redes sociais.

A maioria das empresas fazem-no porque acham que essa é a mais fácil e mais barata forma de estar “presente no mercado”, de fazer publicidade, e obter mediatismo.

Pois enganam-se. A presença na Internet, e principalmente nas redes sociais, é muito mais complicada do que actualmente se pensa, e está longe de ser grátis.

Tal como já tive oportunidade de dizer, uma má utilização destas ferramentas pode deitar a perder o crédito e destruir a boa imagem de uma empresa/marca.

Não é suficiente ter a gestão destas plataformas feita por alguém com mais tempo disponível, ou pelo sobrinho de 18 anos, como dizia a Virgínia Coutinho.

Nos dias que correm, e se a empresa quer realmente potencializar as redes sociais, para aumentar as suas vendas, é necessária uma abordagem profissional.

O problema é que as empresas vêem as redes sociais como canal unidireccional, para se promoverem. Não perceberam que elas servem precisamente para o oposto.

As redes sociais não são mais um canal de comunicação unidireccional (TV, Rádio, Outdoors, Flyers, etc.) elas são um canal bidireccional, e é esse o seu poder.

A grande vantagem das redes sociais para uma empresa, é ajudarem a conhecer melhor o seu cliente (suas necessidades, preferências), e assim servi-lo melhor.

Só conhecendo melhor os seus clientes, as empresa podem dar-lhes precisamente aquilo que eles querem. Se o fizerem, irão não só conquistar como fidelizar.

Nos próximos tempos, recusar-se a comunicar com o cliente, via redes sociais, será tão prejudicial como hoje não responder a um email ou atender um telefonema dele.

E se inicialmente, as empresas chegavam às redes sociais de forma reactiva (muitas vezes tentando evitar imagens negativas) agora fazem-no proactivamente.

O que é necessário agora é que consigam discernir os benefícios de uma abordagem colaborativa nas redes sociais, permitindo ao cliente ser parte da sua estratégia.

A melhor forma de conhecer o cliente é ouvi-lo. Ouvir o que ele tem a dizer. E quanto melhor se conhecer uma pessoa, mais fácil se torna vender-lhe algo.


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