#FCPorto Vítor Pereira a mim não convence…

18/12/2011

O FC Porto mais uma vez venceu, mas a mim não convenceu. Sou e serei crítico de Vítor Pereira, até ao dia que ele deixar o cargo de treinador principal, para o qual manifestamente não tem competências (como sejam Carisma, Liderança, Visão, Inovação). Deixo abaixo os comentários que fui fazendo no Facebook, ao longo do jogo:

Ao intervalo: “Contra equipas fortes, em que dividimos a posse de bola, e em que um contra-ataque ou um ataque rápido podem fazer a diferença, até faz sentido que joguemos com 3 avançados móveis, para confundir as marcações. Mas num jogo em que claramente estamos a dominar, e que estamos permanentemente no meio campo do adversário, nomeadamente no último terço do terreno, com inúmeros lances de perigo criados, é imprescindível ter um ponta-de-lança. Um homem golo. Vítor Pereira mostra que é um homem de receita única. Achou uma equipa que ganha, e não lhe mexe, independentemente do adversário. Como se o futebol fosse uma coisa estática e as equipas fossem todas iguais. O nulo ao intervalo não surpreende portanto.

Ao intervalo: “Entretanto o árbitro é o que se sabe. Dos piores da liga, mas claramente dos mais mediáticos. Principalmente por causa de episódios como o da “peitada” ao adjunto do Sporting, e por namorar com uma “pitinha”. A dualidade de critérios é inacreditável. E atenção que naõ falo de dualidade entre equipas. É incrível como Duarte Gomes muda de critérios de 5 em 5 minutos, para ambas as equipas. No caso, o FCP pode queixar-se mais, porque o penalti sobre Belluschi (a besta que falhou um golo oferecido) é mais do que evidente.

Ao intervalo: “Nos últimos anos o nosso flanco direito foi temido, muito por causa dos laterais que eram “ajudas” de grande nível para os médios/extremos. Fucile (titular da selecção do Uruguai) e Sapunaru (melhor jogador romeno da actualidade) foram alternando nesse lugar. Ora chegou Vitor Pereira e quem joga? Maicon… um central que mesmo na posição de origem por vezes tremia.

Ao intervalo: “Uma palavra para Fernando. Quem sabe não esquece. O médio do FC Porto é um “animal” a recuperar bolas. Voltou à boa forma e está de regresso o “polvo”. Mas há que notar algo. No início da temporada passada, quem se lembra da 1ª promessa de AVB? Disse que ia tornar Fernando mais ofensivo. O facto é que o médio aparecia mesmo muitas vezes na cabeça da área a rematar, e dentro dela a finalizar. E isso não impedia que pudesse desempenhar o trabalho defensivo com grande qualidade. E agora? Com Vítor Pereira? Voltou à posição 6-quieta. Joga ali atrás a recuperar e ponto! Ou seja, desperdiça-se capacidades do recurso.”

Ao intervalo: “Alguém, claramente mais inteligente do que eu, me explique porque saiu James Rodrigues e ficou em campo Djalma. O colombiano mexeu muito na 1ª parte teve nos pés e ofereceu algumas oportunidades. Djalma andou desaparecido nos últimos 15 minutos. Que lógica tem isto?

Aos 60 min: “Os comentadores da TVI estão muito surpreendidos com o facto de o Pedro Martins não alterar equipa depois da expulsão. É fácil… porque ele vê que, mesmo contra 10, o FC Porto não está mais perigoso. E ele acha que consegue segurar o jogo com estes jogadores. Acreditem que ele só irá mexer quando sentir que pode vencer o jogo. Ou seja, quando nos últimos 10-15 minutos o Porto estiver desesperado (se não marcar até lá) por marcar, e descuidar a defesa. Aí virá o contra-ataque do Marítimo, a mando de Pedro Martins.

Aos 80 min: “O FC Porto só não perde o jogo (num contra-ataque depois dos 75 min como eu tinha dito) porque o Danilo Dias acerta na barra… mas ainda há quem ache que este Vitor Pereira é treinador para o FC Porto.

Aos 85 min: “Valha-nos o talento e a vontade de vencer dos jogadores. Bem Fernando e Belluschi no golo de Rodriguez (seja bem vindo de volta). Bem Hulk e falha do Marítimo (sem jogador ao 1º poste) no 2º golo.

Aos 90 min: “As substituições são de treinador básico. Vê-se a jogar com 10 mete um ponta de lança, vê-se empatado a 20 min do fim tira lateral e mete avançado, em desespero tira sacrificado a lateral para meter mais lenha… isto é digno dos anos 80.


Pinto da Costa não desceu ao balneário

07/12/2011

Não foi ontem, no jogo frente ao Zenit, que o FC Porto falhou a qualificação para os 8avos-de-final da Liga dos Campeões. A qualificação foi comprometida nos 2 jogos com o Apoel, um empate e uma derrota, indesculpáveis.

Mas ontem, tal como nos mais recentes jogos, viu-se um FC Porto com garra, com competência, com vontade, com ambição. Dominou por completo o jogo, criando variadíssimas oportunidades de golo (infelizmente falhadas).

Disse-se que Pinto da Costa terá “descido” ao balneário e intervindo. Especula-se sobre a forma como o presidente terá “dado um murro na mesa” e feito um “ultimato” aos jogadores da equipa. Abstive-me de falar disso até agora.

Fi-lo porque efectivamente não pude ver os jogos mais recentes, e apesar de tudo, através da rádio não dá para ter uma percepção perfeita de como a equipa estava a jogar. Ontem vi o jogo todo, como sempre, com atenção.

Confirmei portanto a minha convicção: Pinto da Costa não “desceu” ao balneário. Ele “desceu”, isso sim, ao gabinete do treinador. Até há pouco tempo o FC Porto não tinha uma ideia de jogo (o chamado fio de jogo), agora tem.

Nos jogos que compuseram a “crise” o FC Porto não tinha uma estratégia bem definida. Não jogava em posse ou em contra-ataque. Não pressionava. Jogava como calhasse. Agora voltou ao que tem sido nas últimas épocas.

Nos últimos tempos cansei-me de dizer: “contem as vezes que a bola passa nos pés de Moutinho, antes e depois de Vítor Pereira”. O facto é que nos últimos jogos voltou a passar, e veja-se a diferença. Moutinho é enorme!

Dirão que os jogadores também não ajudavam. É verdade. Mas imaginem uma enfermeira, contratada por um hospital privado, que passado 1 ano, com novo director, é colocada como assistente ao dentista. É obviamente desmotivador.

Mas se o aspecto técnico-táctico foi ultrapassado, mantêm-se os problemas de liderança/carisma. Vítor Pereira não é Mourinho, nem Villas-Boas. Pode ser suficiente para competições internas, mas nunca nos levará ao topo da Europa.


Mais do que incompetente, Vítor Pereira revelou-se…

06/11/2011

O que me vale é que, de há uns 3 anos para cá, só me chateio com o futebol durante os 90 minutos do jogo. A verdade é que sofro muito ao ver o FC Porto perder ou jogar mal. Não estou habituado, que querem que faça?

Ainda há dias escrevi um post sobre o mesmo assunto: a falta de qualidade do jogo do FC Porto e o seu responsável Vítor Pereira. Acho que é tão evidente que me custa a perceber do que está à espera Pinto da Costa.

Para quem percebe de futebol é por demais evidente: A construção do jogo de ataque do FC Porto é feita através dos defesas centrais (esses grandes organizadores de jogo!) com lançamentos para as alas.

Esse jogo, não só complica o domínio da bola por parte de quem recebe, como facilita o trabalho da defesa da equipa adversária, que está de frente para o lance.

Além do mais desperdiça a capacidade técnica e criatividade dos (vários) médios portistas, que tão bem têm dado conta do recado (leia-se organização de jogo) nos últimos anos, e que se vêem agora desmotivados.

A verdade é que o jogo só passa nos pés dos médios quando a bola é recuperada no meio campo. Doutra forma são sempre os centrais a lançar. Sugiro: contem as vezes que a bola passava pelos pés de Moutinho antes e depois de V.Pereira.

Outro facto que atesta a falta de qualidade/competência de V.Pereira como treinador é não ter plano B. Nunca alterou o esquema táctico, tentando inverter o sentido de um jogo. Nem mesmo quando está a perder.

As substituições efectuadas deixam tudo na mesma, em 4-3-3. Com o Olhanense, tal como em Nicósia, não resultou. Porque o problema não está nos jogadores que saem está na táctica e estratégia de jogo.

Para piorar revelou a sua personalidade nos últimos dias. Na conferência de imprensa que precedeu o jogo apareceu de testa franzida e cara de mau. Indignado, berrou e deu murros na mesa. Auto-elogiou-se.

Hoje, no final de um jogo lastimoso tentou esconder-se no possível mau resultado do Benfica no dia seguinte, e depois tentou condicionar Pinto da Costa. Só revela mau carácter.


FC Porto: o pior cego é aquele que não quer ver

02/11/2011

A um adepto exigiente e habituado a ver o FC Porto a jogar bom futebol (já nem digo a vencer, apenas a jogar bem) mete dó ver a actual equipa a jogar. É mau demais para ser verdade.

O actual FC Porto não tem uma ideia de jogo (o chamado fio de jogo), não tem uma estratégia bem definida. Não joga em posse ou em contra-ataque. Não pressiona. Joga como calhar.

O que se vê em campo não é uma equipa de futebol de topo, mas um grupo de grandes jogadores a jogar ao calhas. Mais ou menos como o comum adepto a jogar ao domingo com os amigos.

Quem percebe de futebol verá facilmente que a culpa é do treinador. Quem percebe de bola dirá que a culpa é dos jogadores. Nomeadamente Hulk, que é o alvo mais fácil (tal como CR7).

Se a culpa fosse dos jogadores, como justificar que na época passada eram exactamente os mesmos, estavam em forma, e jogavam de forma sublime? Talvez a diferença esteja no treinador.

Para os adeptos minimamente atentos e esclarecidos basta fazer o seguinte exercício: Contar o número de vezes que a bola passa nos pés de Moutinho, antes e depois de Vitor Pereira.

Mas não se trata apenas de uma aspecto técnico-táctico. Trata-se também de liderança e carisma. Treinadores com estas características levam os jogadores onde quiserem (Mourinho, Villas-Boas).

Dizem que Vítor Pereira mostrou coragem ao substituir Hulk num jogo há dias, ou ao deixar Moutinho e James no banco. Não é coragem, é estupidez. Dentro do mau, são os melhores da equipa, de longe.

Outro erro crasso de um líder é o não reconhecimento do próprio erro. Querem pior exemplo para os jogadores? Além do mais não reconhecer a falha é a certeza de que não se melhorará.

No final de um jogo em que teve ZERO oportunidades de golo e ZERO remates perigosos, Vítor Pereira disse que perdeu “de forma inexplicável” e que teve “inúmeras oportunidades“.

O pior cego é aquele que não quer ver. O jogo do FC Porto, implementado por Vítor Pereira, descreve-se assim: Lento, denunciado, desorganizado, apático, triste, forçado, sem criatividade.


O incompetente e o encomendado

20/10/2011

O Apoel Nicosia não veio ao Dragão com o “autocarro” conforme alguns podem pensar. Simplesmente defendeu sólidamente cumprindo todas as marcações e posicionamentos. Saiu várias vezes para o ataque com trocas de bolas e não com lançamentos longos.

Quem assistia à partida via ao intervalo que a equipa do FC Porto precisava de velocidade e criatividade para abrir espaços e criar situações de golo. Tudo era feito com lentidão. Pedia-se a entrada de Belluschi e saida de Guarin.

Vitor Pereira teve opinião diferente, e depois de ter oferecido 45 minutos ao adversário, ofereceu mais 25. Se a troca de James por Varela é aceitável e deu resultado, já o facto de ter deixado Guarin em campo é incompreensível.

O colombiano era uma sombra do que tem sido. Procurava muito o jogo e decidia invariavelmente mal. A equipa técnica tem estatísticos. Não soube ver que a percentagem de passes correctos de Guarin era a mais baixa do meio-campo?

O FC Porto tinha duas opções, ou acelerava a circulação e pressionava alto, ou dava a iniciativa de jogo ao Apoel e fazia o que é melhor a fazer: deixar espaço para lançar Hulk e James em velocidade. Não fez uma coisa nem outra.

Não tenho dúvidas. A culpa das más exibições é de Vitor Pereira. Como já tive oportunidade de escrever, ele pode ser bom na táctica e em treino, mas não chega. O FC Porto tem de ter um treinador bom também na liderança e em jogo.

Quem duvidar da culpa de Vitor Pereira, explique-me como é que a equipa é a mesma e a qualidade de jogo é infinitamente inferior. E não me venham com o Falcão. Já saíram Jardel, McCarthy, Lisandro… e não se passou isto.

De resto, não vale a pena deitar as culpas no árbitro pela má exibição, mas há que constatar um facto: teve uma prestação vergonhosa, tendenciosa e incompetente. A meu ver, encomendada por Michel Platini.

Se o Marselha vencesse e o FC Porto perdesse, a França ultrapassava Portugal no ranking da UEFA. E isso é importante porque permite ao país ter mais equipas nas competições europeias nas próximas épocas.

Platini tem-se revelado ao longo dos últimos anos um anti-Porto. Pelas atitudes e pelos comentários despropositados que faz. Também com outros casos (como o recente do Sion) confirma que é sectário e corrupto. Duvidam que mexeu cordelinhos?


FCP e VP: Benefício da dúvida.. dar ou não dar, eis a questão

29/09/2011

Felizmente não tive a possibilidade de ver o jogo de ontem entre FC Porto e Zenit St. Petersburgo. E digo “felizmente” porque temo que tenha sido um desastre. Pior do que aquele que pude testemunhar através do relato (que desliguei a 15 min do fim porque não suportava ouvir tal massacre).

Não sou daqueles que ao primeiro obstáculo põe tudo em causa. Isso foi o que aconteceu no SL Benfica e no Sporting CP nos últimos anos, e o resultado está à vista. Enquanto se auto-mutilavam o FC Porto ia vencendo por manter uma estrutura sólida, estável e sem ruído.

Em Novembro de 2008 o FC Porto perde 3 jogos seguidos. Jesualdo é o treinador e eu escrevo no meu blogue “Um clube como o FC Porto não pode perder 3 jogos seguidos. Sejam eles contra o Man Utd, Real Madrid e Milan ou contra o Din.Kiev, Leixões e Naval. As melhores equipas da Europa não têm resultados destes

No entanto não pedi a demissão do treinador. Mas sabia que algo tinha de ser alterado. Analisei as coisas com frieza e pedi a demissão de José Gomes. Na minha opinião, era o treinador-adjunto que estava a desviar Jesualdo da linha de rumo traçada nos anos anteriores.

Em Março de 2010 o FC Porto volta a ter 3 horríveis jogos seguidos. Em dois dos quais foi goleado pelo Sporting CP e pelo Arsenal FC. Nessa altura parecia-me que já não havia volta a dar-lhe, Jesualdo tinha de ser demitido. O mesmo pensou o Presidente do clube que contratava Villas-Boas no final da época.

A situação de hoje é semelhante. O FC Porto faz 3 péssimos jogos seguidos. A atitude dos jogadores não é aquela atitude portista habitual, e o desempenho do treinador também é, no mínimo, discutível. O que fazer? Dar o benefício da dúvida a Vítor Pereira?

A benesse dada a Jesualdo resultou num campeonato oferecido ao SL Benfica em 2010. Não gostava que isso acontecesse este ano. Quer-me parecer que Vítor Pereira é tecnicamente capaz, nos métodos de treino, mas fraco na análise ao jogo e na liderança. Ou seja, bom adjunto e mau principal.

O facto de os atletas se perderem em campo (posicionalmente, tacticamente) e de perderem a cabeça (expulsões escusadas), quando o jogo está mal encaminhado, parece ser consequência da falta pulso do treinador para segurar a equipa.

Quanto aos alinhamentos (de 11 inicial) e substituições que tem feito, a única coisa que se pode dizer é que adeptos e entendidos do futebol questionam hoje, como não o faziam há já algum tempo, essas opções. E isso é sinal de alguma coisa.


O truque para fazer melhor do que Villas-Boas

08/08/2011

Depois de uma época insigne em 2010/2011 com a conquista de Supertaça de Portugal, Campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa, o FC Porto abre 2011/2012 com nova vitória na Supertaça de Portugal.

Esta é a 18ª vitória do FC Porto na competição que vai na 33ª edição. Ou seja, o FC Porto tem mais títulos do que todos os outros clubes juntos (Sporting, 7. Benfica, 4. Boavista, 3. Vitória, 1).

Confesso que há semanas atrás não achava justo pedir ao FC Porto uma cópia da época anterior. Mas a jogar desta forma tudo é possível. A meu ver, a equipa está efectivamente melhor.

Se com André Villas-Boas o FC Porto jogava um futebol atraente e ofensivo, com Vítor Pereira parece fazer o mesmo mas com uma pressão alta sufocante. E os jogadores parecem gostar.

A única dúvida ou o único problema prende-se com os níveis físicos. Para aguentar esta forma de jogar ao longo de toda a época, o trabalho de preparação física terá de ser irrepreensível.


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